Nas quase 50 páginas do processo sobre as fraudes do INSS, o codinome “Italiano” aparece como apelido do ex-presidente da instituição Alessandro Stefanutto, alvo de prisão preventiva nesta quinta-feira.
Segundo a Polícia Federal, o apelido foi descoberto em uma troca de mensagens entre os membros do núcleo financeiro e dirigentes da entidade, em que eles tratavam sobre “prestação de contas”.
As investigações mostram que Stefanutto tinha o papel de “facilitador institucional” no INSS para ajudar o grupo criminoso. Ele fazia parte do núcleo político-institucional no esquema, garantindo o funcionamento e a impunidade dos crimes. Stefanutto “blindava” o esquema conforme o inquérito.
A PF explica que o ex-presidente do INSS viabilizou o prosseguimento do convênio irregular mantido entre a instituição e a Conafer, mesmo com alertas técnicos sobre indícios de falsificação nos descontos associativos de aposentados e pensionistas.
Em troca, ele recebia até R$ 250 mil por mês. A maioria dos pagamentos ocorreu entre junho de 2023 e setembro de 2024. A “propina” vinha “disfarçada” de honorários de consultoria ou assessoria técnica.
Fonte R7.COM


