Empresa escolhida para administrar Hospital Regional acumula mais de 400 processos judiciais e licitação levanta questionamentos

Empresa escolhida para administrar Hospital Regional acumula mais de 400 processos judiciais e licitação levanta questionamentos A escolha do Instituto Social Se Liga para administrar

Empresa escolhida para administrar Hospital Regional acumula mais de 400 processos judiciais e licitação levanta questionamentos

A escolha do Instituto Social Se Liga para administrar o Hospital Regional de Eunápolis tem gerado questionamentos. A entidade, declarada vencedora da licitação, acumula mais de 400 processos judiciais, grande parte deles na Justiça do Trabalho, conforme registros públicos. A contratação, somada às informações constantes no próprio processo licitatório, levanta dúvidas sobre os critérios adotados para entregar a gestão de uma das principais unidades de saúde da região.

O Diário Oficial do Município registra que a proposta apresentada pelo Instituto Social Se Liga passou por negociação, resultando na redução de 5,725% do valor inicialmente ofertado e fixando a proposta mensal em R$ 5.791.800,00 antes da homologação do resultado. Embora a legislação permita negociações em determinadas modalidades de contratação, a forma como esse procedimento ocorreu passou a ser alvo de questionamentos e reforçou o pedido por mais transparência no certame.

Além dos documentos oficiais, uma fonte ouvida pela reportagem, que afirma ter acompanhado o processo licitatório, relatou que a negociação teria ocorrido por meio de troca de e-mails entre a comissão e a entidade vencedora. A mesma fonte também levantou dúvidas sobre a desclassificação da empresa EDNA durante o certame. Essas informações ainda estão sendo apuradas pela reportagem e serão submetidas ao contraditório junto aos responsáveis pelo processo.

Outro fator que chama atenção é o histórico do Instituto Social Se Liga. Consultas públicas apontam centenas de processos envolvendo a entidade, muitos deles relacionados a disputas trabalhistas, como cobranças de verbas rescisórias, salários e outros direitos de empregados. Embora a existência de processos não signifique, por si só, condenação ou irregularidade, o volume expressivo de ações desperta preocupação diante da responsabilidade de administrar um hospital regional.

A população agora espera respostas objetivas. Quais critérios técnicos justificaram a escolha da empresa? Como ocorreu a negociação registrada no Diário Oficial? Todos os concorrentes receberam tratamento isonômico durante o processo? São perguntas que precisam ser esclarecidas pelos responsáveis pela licitação. A reportagem mantém espaço aberto para manifestação do Instituto Social Se Liga, da comissão responsável pelo certame e dos demais órgãos competentes.

Leia mais