CLIMA DE TENSÃO NA ASSOCIAÇÃO 3 DE JULHO: FAMÍLIA É ALVO DE INTIMIDAÇÃO E TRABALHADORES COBRA PROVIDÊNCIAS
Um clima de tensão tomou conta da Associação 3 de Julho na madrugada deste sábado. Um trabalhador que acompanha o caso denunciou que uma família teria sido cercada dentro da própria residência por um grupo de pessoas, em uma situação que teria durado aproximadamente dez horas.
Conforme o depoimento, os envolvidos teriam batido com facões contra portas e janelas para amedrontar os moradores e pressionar uma mulher a deixar o sítio onde vive há mais de dez anos. Na residência estavam duas crianças com deficiência neurológica, e uma delas precisou ser medicada durante o período de tensão.
O conflito, conforme o depoimento, se arrasta há mais de dois anos e teria começado após um desentendimento entre a moradora e integrantes da diretoria da associação.
O trabalhador conta que ela teria passado a sofrer pressão para deixar o local, onde mantém uma área produtiva com plantações de café e pimenta-do-reino. Ele afirma ainda que a mulher não é indígena e que existiria uma tentativa de dividir o terreno entre pessoas ligadas ao grupo envolvido na disputa.
A tensão teria aumentado após uma reunião realizada no domingo passado. De acordo com o trabalhador, os associados foram convocados para uma atividade que teria sido apresentada como uma reunião do departamento jurídico para tratar de contratos.
No entanto, segundo ele, o encontro teria se transformado em uma espécie de comício, com a apresentação de um advogado que teria feito um discurso de apoio incondicional ao grupo. Ainda conforme o depoimento, após essa reunião, o clima ficou mais tenso e, ontem, sábado, um grupo teria invadido o sítio da mulher para tentar retirá-la do local.
Diante da situação, o trabalhador afirma que conseguiu entrar em contato com a família e, junto com outros associados, foi até o sítio para tentar impedir que o episódio terminasse em violência.
A mobilização teria ocorrido em meio a um ambiente de muita tensão e risco, mas, conforme o depoimento, os associados conseguiram auxiliar os moradores e restabelecer a ordem sem confronto físico ou vítimas fatais.
Ele acrescenta que um homem identificado como ex-segurança de um dos advogados estaria entre os presentes e teria sido visto medindo a área, o que teria levantado a suspeita de uma possível divisão do terreno.
O trabalhador cobra uma atuação das autoridades policiais e do Poder Judiciário diante de um conflito que, conforme afirma, já dura mais de dois anos.
Para ele, a falta de uma solução definitiva mantém as famílias da região expostas a novos episódios de tensão. O caso ganha ainda mais gravidade diante da presença de duas crianças com deficiência neurológica na residência durante a ocorrência.
As informações apresentadas nesta reportagem têm como base o depoimento do trabalhador e devem ser apuradas pelas autoridades competentes, garantindo o direito de manifestação e defesa aos envolvidos.


