Nesta segunda semana da campanha de segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), o presidente Lula (PT) registrou 41% de avaliação ruim ou péssima do governo por parte do eleitorado, ante 35% que disseram ter uma visão ótima ou boa da administração. Outros 23% a veem como regular.
Foi o que aferiu o Datafolha de terça-feira (13) a esta quinta (15), num levantamento com margem de erro de dois pontos. Na rodada anterior, a primeira do segundo turno, o instituto mostrou que 40% dos ouvidos achava o governo ruim ou péssimo, ante 35% que o avaliavam ótimo ou bom. O regular estava em 24%.
Já a reprovação pessoal do presidente está em 50%, enquanto o aprovam 48%. Há uma semana, eles eram 49% e 48%, respectivamente, o que configurava um empate técnico.
Os dados são vitais para o esforço do presidente de reverter a estreita vitória do filho mais velho de Jair Bolsonaro no primeiro turno, realizado no domingo retrasado (4). Os mais de 158 milhões de eleitores aptos a votar poderão fazê-lo de novo no dia 25.
Pelo manual dos estrategistas políticos, dada a alta rejeição de Lula como candidato, um foco importante está sobre os eleitores que consideram seu governo regular. São eles, e não os que acham Lula bom ou péssimo no poder, os mais suscetíveis a serem atraídos.
Essa matemática, claro, não é exata. Mas Lula, após passar os primeiros dias após o primeiro turno tentando refazer o rumo de sua campanha, tem feito apostas administrativas para além da retomada de mobilização de rua e nas redes.
Desde a semana passada, o presidente enfileirou medidas que Flávio acusou de eleitoreiras, visando à atração de votos pendulares. Zerou por um mês as contribuições federais sobre combustíveis, o que deve baixar o preço nas bombas e anunciou pacotes para estudantes e microempreendedores.


