O senador Rogério Marinho (PL-RN) acusou o governo Lula (PT) de dificultar as investigações da CPMI do INSS e chamou o presidente da República de “mitomaníaco”. A crítica veio após ser questionado sobre a declaração de Lula de que não se oporia a investigações envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
“Há uma distância, uma distância muito grande entre o discurso e a materialidade, entre a intenção e o gesto. O Lula é um mitômano, é um mitomaníaco”, afirmou Marinho, que também ironizou o presidente: “Ele mente por minuto, mais ou menos a velocidade do Speed Racer”. Disse o senador durante uma entrevista.
O senador, que participou da comissão por quase cinco meses, afirmou que aliados do Planalto impediram quebras de sigilo, dificultaram o acesso a documentos e comemoraram o encerramento dos trabalhos. A CPMI chegou a aprovar a quebra dos sigilos de Lulinha, mas terminou sem a prorrogação defendida pela oposição.
O senador eleito e ex-procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol (Novo-PR), também criticou o desfecho da investigação e responsabilizou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por não encaminhar o pedido de prorrogação, apesar das assinaturas reunidas pelos parlamentares.
“Quando o Congresso se omite, o governo se protege e o povo perde o direito de conhecer a verdade”, declarou Dallagnol, que associou o episódio à candidatura de Marinho à presidência do Senado.
A pressão por novas investigações continua. Um requerimento apresentado pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT) busca instalar outra CPMI para apurar suspeitas envolvendo Lulinha. Segundo o balanço da coleta de assinaturas, a iniciativa já reúne 35 senadores e 134 deputados. São necessários 27 apoios no Senado e 171 na Câmara, onde ainda faltam 37 assinaturas para alcançar o mínimo exigido.
Fonte Diário do Poder


