Megaoperação policial no Rio é apoiada por 77,6% dos evangélicos

A maioria dos crentes apoiou a operação policial realizada na semana passada nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, que deixou

A maioria dos crentes apoiou a operação policial realizada na semana passada nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, que deixou 121 mortos.

Pelo menos isso é o que mostra uma pesquisa realizada pela AtlasIntel, divulgada na última sexta-feira (31): 77,6% dos evangélicos disseram estar de acordo com a ação e apenas 22,4% se posicionaram contra. Já 55,7% dos católicos não apoiaram, percentual parecido com o dos ateus e agnósticos (55,7%).

Para o presidente da Convenção Evangélica dos Ministros das Assembleias de Deus no Estado do Espírito Santo (Cemades), pastor Álvaro Oliveira Lima, há uma diferença entre apoiar uma operação militar conta o crime e outra, bem diferente, é apoiar qualquer tipo de massacre.

“Vejo que a ação é para combater o crime, àqueles que aliciam e viciam as crianças, entre outras criminalidades. Então, diante desse cenário, é razoável combater o crime, pois está dentro do nosso estado democrático de direito enquanto cidadão brasileiro.

De modo nenhum a morte de alguém pode trazer satisfação para quem quer que seja, não só evangélico. Aprovar a ação da polícia é uma coisa. Agora, ter satisfação na morte de alguém, com certeza a Bíblia não aprova”, opina.

O pastor ressalta que a polícia tem o dever de agir para coibir o crime e, quando é recebido a tiros, como foi o caso, ela precisa se impor, reagir. Além disso, ele lembra que toda a ação foi coordenada e teve aparo judicial.

“O policial não está ali para atacar, mas para inibir o crime. Mas uma vez que é recebido a bala de fuzil precisa, sim, responder à altura.

Mas, se na ação legítima acontecer mortes de quem está à margem da lei, tem todo o respaldo, ordenado pelas leis já instituídas na Constituição Federal e o Código Civil. Mas como evangélicos, nós também vemos também que toda a atrocidade contra os mais vulneráveis deve ser combatida”, justifica Lima.

 

 

Fonte  Comunhão

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