Maioria dos adolescentes têm visão negativa da mídia, diz pesquisa

Mary Robb, professora de estudos sociais na Andover High School, em Massachusetts, trabalha com alfabetização midiática há 25 anos. A educadora veterana considera o ensino

Mary Robb, professora de estudos sociais na Andover High School, em Massachusetts, trabalha com alfabetização midiática há 25 anos. A educadora veterana considera o ensino da leitura crítica de notícias e informações online como uma lição essencial de cidadania.

No ano passado, assisti a uma aula de Robb a um grupo formado principalmente por alunos do penúltimo e último ano do ensino médio. Depois de um exercício dinâmico em sala de aula, no qual comparávamos 2 artigos sobre um acidente entre um carro e um ciclista, tive a oportunidade de fazer algumas perguntas aos jovens sobre seus hábitos de consumo de mídia e os motivos que os levaram a escolher o curso.

Uma coisa que me chamou a atenção? Nenhum dos alunos –nem mesmo em uma disciplina eletiva sobre mídia– disse ter interesse em se tornar jornalista. Alguns conseguiam citar veículos de notícias em que confiavam, mas outros disseram que recebiam as notícias pelas redes sociais, por meio de compartilhamentos de amigos ou por conversas que ouviam enquanto seus pais assistiam televisão.

Talvez eu não devesse ter ficado despreparada, então, ao ler uma nova pesquisa do News Literacy Project que entrevistou adolescentes norte-americanos sobre suas atitudes em relação aos jornalistas. Mas “‘Parcial’, ‘Chato’ e ‘Ruim’: Desvendando as percepções da mídia e do jornalismo entre adolescentes americanos” ainda não foi uma leitura agradável.

A pesquisa online perguntou as opiniões de 756 adolescentes de 13 a 18 anos em todo o país e descobriu que: a esmagadora maioria dos adolescentes (84%) descreveu os meios de comunicação com palavras negativas –frequentemente caracterizando-os como intencionalmente enganosos ou dizendo que evocam sentimentos negativos.

As 5 palavras mais citadas pelos adolescentes foram “Falso”, “Louco”, “Chato”, “Parcial” e “Triste”, de acordo com uma nuvem de palavras bastante deprimente publicada no relatório; aproximadamente metade dos adolescentes entrevistados afirma que jornalistas frequentemente  “inventam detalhes como citações” e “pagam por fontes”.

 

 

 

Fonte Poder360

 

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