A cúpula do PT na Bahia está em estado de preocupação crescente diante do avanço da rejeição ao governador Jerônimo Rodrigues (PT). Levantamentos internos e análises recentes indicam que, apesar do esforço do Palácio de Ondina em anunciar a chegada de novos prefeitos à base governista, essas movimentações políticas não têm se traduzido em apoio popular.
Pelo contrário: a rejeição ao governador segue em ritmo ascendente, acendendo um sinal de alerta entre aliados e estrategistas da campanha à reeleição.
De acordo com integrantes da própria articulação política, o aumento da insatisfação estaria diretamente ligado a problemas persistentes nas áreas de saúde e segurança pública — justamente os pontos mais sensíveis da gestão e considerados, hoje, o verdadeiro calcanhar de aquiles de Jerônimo.
A crise na regulação, as queixas sobre demora por atendimentos e a escalada da violência em diversas regiões do estado se transformaram no principal obstáculo do projeto de reeleição.
Nos bastidores, aliados mais críticos admitem que não apenas a gestão tem sofrido desgaste, mas também a comunicação pessoal do governador.
Declarações recentes estariam sendo usadas pela oposição para alimentar a narrativa de distanciamento entre Jerônimo e a realidade enfrentada pela população.
Um dos episódios mais citados ocorreu após o governador afirmar que “ordena” à secretária de Saúde que deixe pacientes nos corredores dos hospitais — declaração que repercutiu negativamente e gerou ampla reação nas redes sociais.
A tentativa de responsabilizar prefeitos pela situação agravou ainda mais o clima.
Dentro do PT, cresce o entendimento de que será necessário reorganizar a estratégia política e intensificar ações concretas nas áreas mais críticas. A preocupação é que o cenário, se não revertido rapidamente, comprometa não apenas a imagem do governador, mas também a capacidade de mobilização da base aliada em um momento pré-eleitoral.
Enquanto isso, a oposição observa o desgaste com otimismo e reforça o discurso de que a gestão estadual perdeu o controle da saúde e da segurança pública.
Já no entorno de Jerônimo, o discurso oficial é de que os números ainda podem ser revertidos — mas, até o momento, os aliados reconhecem que o sinal de alerta está mais do que aceso.


