Autoridades federais ordenaram o fechamento de quase 50 colégios federais e de escolas públicas no Norte da Nigéria, o que representa mais de dez mil unidades de ensino suspensas na região. Fontes locais e parceiros da organização cristã Portas Abertas classificam o episódio como o maior sequestro escolar já registrado no país e alertam que a população foi orientada a evitar viagens em grupo, por serem alvos preferenciais de bandos armados.
O ex-ministro da Informação Jerry Gana afirmou que os grupos responsáveis pela nova onda de sequestros escolares podem estar utilizando crianças como “escudos humanos”, em reação a ameaças feitas, à época, pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra terroristas atuantes na Nigéria. Em declarações ao jornal local Punch, Gana sugeriu que o temor de ações de potências estrangeiras pode ter contribuído para a escalada recente de raptos.
Um relatório do portal educacional EDUGIST, publicado em 4 de fevereiro de 2024, destaca que o contexto de insegurança impede milhões de crianças de frequentar a escola, expondo-as ao analfabetismo, ao casamento precoce e à pobreza. Especialistas ligados à Portas Abertas avaliam que esse cenário favorece o recrutamento por grupos de militância islâmica e alimenta um ciclo contínuo de violência e opressão.


