Na decisão, proferida pelo juiz Wilson Nunes da Silva Júnior, da 203ª Zona Eleitoral de Eunápolis, acatou um pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE) em Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), que reconheceu a prática de abuso de poder econômico e captação ilícita de sufrágio (compra de votos).
O juiz mencionou a existência de pagamentos uniformes no valor de R$ 100,00, cadastramento sistemático de eleitores, uso de listas para controle operacional e coordenação entre diversos membros da campanha.
Segundo trechos da sentença, “A dimensão do esquema, a quantidade de eleitores potencialmente atingidos, o modo de execução com uso de listas, líderes e controle digital (…) demonstram grave violação aos princípios da legitimidade e normalidade das eleições.”
O vereador Adriano Cardoso confirmou que irá recorrer da decisão junto ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Ele negou a prática de irregularidades durante sua campanha e atribuiu as acusações a uma suposta “perseguição política”.
“Isso é muita perseguição contra mim, é falta de amor ao próximo. Falta de amor ao nosso bom Deus. Jesus foi perseguido e morto na cruz, mas eu tenho certeza que nós vamos vencer essa batalha, essa guerra contra minha pessoa. Isso tudo é porque eu tomei a decisão de apoiar meu estadual, meu federal. Na mão do nosso advogado será tudo resolvido”, alega o vereador investigado.
Ainda sem provas da suposta perseguição o vereador diz que não iria se calar. De fato, a Câmara de Vereadores de Eunápolis poderá ser reconfigurada. O presidente, Valdiran Marques (PSD), informa que aguardará a notificação oficial da Justiça Eleitoral para definir os próximos passos legislativos.


