Professores de Eunápolis fazem apelo urgente pela liberação do precatórios do FUNDEF e pedem fim das promessas politiqueiras

Professores de Eunápolis fazem apelo urgente pela liberação do precatório do FUNDEF e pedem fim das promessas politiqueiras Eunápolis – O clima entre os profissionais

Professores de Eunápolis fazem apelo urgente pela liberação do precatório do FUNDEF e pedem fim das promessas politiqueiras

Eunápolis – O clima entre os profissionais da educação voltou a esquentar após mais um capítulo de incerteza envolvendo o precatório do FUNDEF, cujo pagamento foi suspenso pela Justiça Federal em julho deste ano.

Cansados de esperar e indignados com o que classificam como “uso político de um direito da categoria”, professores da rede municipal realizaram nesta semana um forte apelo público pela imediata retomada do processo e pela liberação dos valores devidos.

Segundo representantes da categoria, o sentimento predominante é de frustração.

Para muitos professores, o precatório deixou de ser um assunto técnico ou jurídico e passou a ser alvo de disputa política e de promessas que nunca se cumprem.

“Já chega de discurso bonito e promessa vazia. O dinheiro é do magistério, é da educação, e não pode continuar sendo ferramenta de palanque”, desabafou uma professora que atua há mais de 20 anos na rede municipal.

Direitos parados, discursos avançando

Os professores lembram que o precatório poderia representar não apenas o reconhecimento por anos de trabalho mal remunerado, mas também uma oportunidade para fortalecer a educação pública do município.

Porém, com a suspensão judicial e a falta de clareza da gestão municipal sobre os próximos passos, cresce o temor de que tudo fique travado por tempo indeterminado.

Enquanto isso, relatam que o que mais avança não é o processo — mas os discursos políticos.
“Prometem em época de eleição, usam o precatório como se fosse moeda de troca.

Mas na prática, nada anda. Estamos cansados de politicagem com nosso direito”, afirma outro educador ouvido pela reportagem.

Categoria cobra responsabilidade

Os profissionais reforçam que o impasse foi agravado pela própria prefeitura, após mudanças na equipe jurídica que acompanhava o processo desde 2018.

A troca de procuradores motivou questionamentos na Justiça e acabou resultando na suspensão dos pagamentos — uma situação que deixou professores revoltados.

Para a categoria, essa instabilidade demonstra falta de responsabilidade da gestão municipal com os recursos da educação. “Não fomos nós que criamos o problema. Mas somos nós que estamos pagando a conta”, destacou uma dirigente sindical.

Apelo direto: “Liberem o que é da educação”

Em nota divulgada por representantes do magistério, os professores pedem prioridade absoluta ao tema e solicitam “respeito, transparência e urgência”.

O documento reforça que:

O precatório é recurso exclusivo da educação;

60% pertencem diretamente aos professores que atuaram no período do FUNDEF;

O município não pode usar o caso para fins políticos;

A comunidade escolar e a população devem pressionar por soluções imediatas.

“Estamos apelando não por um favor, mas por um direito. Queremos que a Justiça esclareça, que a prefeitura responda, e que parem de transformar nosso sofrimento em discurso eleitoral”, diz a nota.

Educação parada, incerteza crescente

Enquanto o imbróglio continua, a rede municipal segue enfrentando dificuldades estruturais, falta de investimentos e baixa valorização dos profissionais — elementos que poderiam ser amenizados com a chegada dos recursos.

A categoria promete continuar mobilizada e não descarta novas manifestações.
“Se o precatório não sai, nossa voz vai sair. E não vamos parar”, concluíram.

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