Presente de Natal indigesto: gestão Robério Oliveira propõe novas taxas que podem atingir moradores da zona rural de Eunápolis
Às vésperas do Natal, moradores da zona rural de Eunápolis recebem com preocupação as propostas encaminhadas pela Prefeitura Municipal à Câmara de Vereadores que podem resultar em novas cobranças e aumento de taxas, atingindo diretamente quem vive e produz no campo.
Sob a gestão do prefeito Robério Oliveira, projetos de lei enviados ao Legislativo municipal tratam da revisão do Código Tributário, da atualização da Contribuição de Iluminação Pública (CIP/COSIP) e da alteração do Código Ambiental. Caso aprovadas, as medidas podem elevar o custo de vida da população rural, que historicamente enfrenta dificuldades estruturais e pouca presença do poder público.
Cobrança maior, serviços escassos
Na zona rural, a realidade ainda é marcada por estradas vicinais em condições precárias, dificuldades no acesso à saúde, transporte escolar limitado e falta de apoio à agricultura familiar. Mesmo assim, os projetos abrem margem para que moradores e pequenos produtores passem a pagar mais taxas, inclusive em locais onde os serviços públicos são inexistentes ou insuficientes.
A revisão da taxa de iluminação pública, por exemplo, pode alcançar áreas rurais, gerando cobrança na conta de energia mesmo onde não há iluminação adequada. Já as mudanças no Código Ambiental podem aumentar custos para produtores que dependem de licenças para manter suas atividades regulares.
Reação no campo
A possibilidade de novas cobranças tem gerado insatisfação entre moradores da zona rural. Para muitos, o sentimento é de injustiça. “O campo só é lembrado na hora de cobrar. Quando precisamos de estrada, saúde ou assistência, não somos prioridade”, relatam produtores rurais.
Tramitação e alerta
Os projetos tramitam na Câmara Municipal e podem ser votados em sessões extraordinárias. Vereadores são pressionados por lideranças comunitárias e moradores a analisarem com cautela o impacto social das medidas antes de qualquer aprovação.
Enquanto a cidade se prepara para as festas de fim de ano, o que deveria ser um período de esperança se transforma, para a população rural, em um “presente de Natal amargo”, marcado pela perspectiva de mais impostos e menos retorno em serviços públicos.


