O ano novo começou com uma triste estatística: o aborto foi a maior causa de mortes no mundo em 2025, segundo dados da Worldometers, com base em informações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Foram 73 milhões de óbitos causados por interrupção da gravidez de forma induzida. Para efeito de comparação, nesse mesmo período houve 10 milhões de mortes por câncer, 6,2 milhões associadas ao tabagismo e, aproximadamente, 2 milhões por HIV/AIDS.
As estimativas incluem tanto abortos legais como ilegais. A taxa média mundial é de 39 abortos para cada mil mulheres entre 15 e 49 anos. Esse volume corresponde a cerca de 61% das gestações não planejadas, estimadas em 121 milhões por ano.
O aumento é atribuído principalmente ao crescimento populacional, à melhoria na coleta de dados sobre o uso da pílula abortiva e à inclusão de estimativas mais precisas sobre abortos realizados de forma clandestina. Organizações pró-vida afirmam que cada um dos 73 milhões de abortos representa a interrupção de uma vida em desenvolvimento.
O site LifeNews sustenta que o embrião já possui DNA próprio desde a concepção, com características genéticas definidas. Em janeiro, grupos pró-vida devem se reunir em Washington, D.C., para a Marcha anual pela Vida.
Vale lembrar que alguns países têm facilitado a prática do aborto. Em dezembro do ano passado, o Parlamento da União Europeia aprovou um plano que pode permitir que mulheres de países com legislações restritivas ao aborto realizem o procedimento gratuitamente em outro Estado membro do bloco. A decisão intensificou o debate sobre até onde a UE pode ir na harmonização de políticas sociais que hoje são prerrogativa dos países.
A iniciativa, chamada “My Voice, My Choice”, propõe a criação de um fundo financiado pelo orçamento europeu para cobrir abortos realizados fora do país de origem da mulher. O foco são nações onde o procedimento é praticamente proibido, como Malta e Polônia, ou onde o acesso é considerado difícil devido a entraves legais, como Itália e Croácia.
Fonte Comunhão


