O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes intimou o pastor Silas Malafaia a apresentar, no prazo de 15 dias, sua defesa em ação penal que o acusa de calúnia e injúria contra o comandante do Exército, general Tomás Miguel Miné Paiva. A denúncia foi oferecida pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e tem origem em representação apresentada pelo próprio comandante da Força.
O caso está relacionado a declarações feitas por Malafaia durante uma manifestação bolsonarista realizada em abril de 2025, na avenida Paulista, convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso, para pressionar por anistia aos golpistas. No ato, do alto de um carro de som, o pastor atacou o Alto Comando do Exército, em discurso marcado por xingamentos e acusações.
“Cadê esses generais de quatro estrelas, do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes, cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem. Não é para dar golpe, não, é para marcar posição”, afirmou Malafaia na ocasião.
Para a PGR, as declarações atingiram diretamente a honra e o decoro dos integrantes do Alto Comando, inclusive do comandante do Exército. Segundo Gonet, além das ofensas, Malafaia imputou falsamente aos generais a prática do crime de prevaricação e ainda ampliou o alcance do ataque ao divulgar o discurso nas redes sociais, em publicação que ultrapassou 300 mil visualizações.


