Familiares revoltados com a falta de remédios no CAPS, em Eunápolis

O descaso com a saúde pública em Eunápolis volta a ser alvo de denúncia. Mais uma mãe atípica relata a falta de medicamentos essenciais no

O descaso com a saúde pública em Eunápolis volta a ser alvo de denúncia.

Mais uma mãe atípica relata a falta de medicamentos essenciais no CAPS do município, situação que tem provocado crise em um de seus filhos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), nível de suporte 2.

Segundo a mãe, Nay Pereira, o filho está sem acesso aos medicamentos Risperidona 2mg e Depakene 500mg, fundamentais para o tratamento. Ela afirma que a luta pela medicação se arrasta desde setembro de 2025.

De acordo com o relato, o problema só é resolvido após reinvindicações e pressão, mas volta a se repetir pouco tempo depois.

Além da falta de remédios, Nay denuncia a precariedade no atendimento do CAPS. Segundo ela, há número insuficiente de médicos para atender mais de 50 crianças, além da ausência de profissionais essenciais como psicólogo, fonoaudiólogo e equipe de apoio multidisciplinar.

A mãe também questiona a gestão dos recursos públicos destinados à saúde mental e ao atendimento de crianças neurodivergentes.

O caso expõe fragilidades na política de saúde mental do município e reacende o debate sobre a responsabilidade do poder público em garantir tratamento contínuo, digno e humanizado às crianças com autismo e suas famílias.

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