Mulheres poderão pedir medida protetiva pelo celular na Bahia, anuncia presidente do TJ-BA

O presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), desembargador José Edivaldo Rotondano, afirmou nesta terça-feira (6) que o Judiciário baiano vai lançar, em março,

O presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), desembargador José Edivaldo Rotondano, afirmou nesta terça-feira (6) que o Judiciário baiano vai lançar, em março, uma nova ferramenta para reforçar o combate à violência doméstica e ao feminicídio.

A principal novidade é um robô de atendimento, ainda em fase de testes, que permitirá que mulheres solicitem medida protetiva diretamente pelo celular. O anúncio ocorreu durante “Café e bate-papo com a imprensa”, realizado na sede do TJ-BA, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.

“É uma inovação fantástica e mais uma ferramenta que nós temos para combater o feminicídio, a violência doméstica”, disse o presidente. Segundo ele, enfrentar esse tipo de crime é uma das metas da gestão. “As estatísticas nossas são as piores possíveis. Falo nossa, não é do tribunal, é do estado da Bahia e do Brasil, de um modo geral”, afirmou.

Rotondano citou dados que considera alarmantes. “No Ministério Público, as informações que eu tenho são de que, de cada dez denúncias, sete, no mínimo, são relativas à violência doméstica, ou criança e adolescente, estupro, essas coisas. Então a gente precisa acabar com isso.”

O desembargador defendeu uma atuação conjunta. “Nós precisamos do apoio de todos, de toda a imprensa, do Executivo, do Legislativo, do Judiciário, de todas as instituições para que a gente possa efetivamente combater isso.”

Experiência no CNJ e novos projetos
Ao falar sobre os rumos da gestão, Rotondano destacou a passagem pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Classificou o órgão como “uma grande escola”.

“O CNJ é uma escola, não tenho a menor dúvida disso. Às vezes, tem gente que passa pelo CNJ por questão de status. É bom você ter o status de ministro, evidentemente. Mas muito mais do que isso, você tem um aprendizado”, declarou.

Ele disse que pretende trazer para a Bahia “as inovações e as boas práticas dos outros tribunais” que conheceu durante o período no Conselho.

O presidente reconheceu que o tempo de gestão é curto. “Dois anos é um período bem pequeno. A gente passa seis meses só para aprender o que tem. Os seis meses seguintes você começa a imaginar os projetos. E no ano seguinte é quando você tem, de fato, um curto espaço de tempo para administrar”, explicou. Ainda assim, prometeu “notícias boas” para o tribunal.

 

 

 

Fonte Bocão News

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