A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado do Senado deve analisar na quarta-feira (25) convites aos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para esclarecimentos sobre possíveis ligações com o caso do Banco Master.
A comissão de inquérito tem pauta extensa de requerimentos que incluem a quebra de sigilo do Master e os pedidos de convocação – de presença obrigatória – de sócios e executivos do banco: Daniel Vorcaro, dono da instituição; Augusto Ferreira Lima, conhecido como Guga Lima; e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva.
A pauta também inclui pedidos que miram familiares de Moraes e de Toffoli. A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Moraes, é alvo de solicitações de convite e de convocação. A intenção dos parlamentares é tratar do contrato milionário do Master com o escritório de advocacia de Viviane.
A divulgação da existência do contrato voltou a repercutir na última semana após uma operação da Polícia Federal identificar vazamentos, que teriam sido feitos por servidores da Receita Federal, sobre dados de familiares de integrantes do STF.
Resort Tayayá
Patrocinados pela oposição, outros requerimentos miram a convocação dos irmãos de Toffoli: José Eugênio e José Carlos. Ambos e o próprio ministro, por meio de empresa familiar, eram sócios no resort Tayayá, que foi vendido ao Fundo Arllen, ligado a Daniel Vorcaro.
Fundador do resort e primo de Toffoli, Mario Umberto Degani também está entre os alvos de pedidos. O advogado Paulo Humberto Barbosa, que assumiu o controle do resort no ano passado, também consta na lista.


