Educação em colapso em Eunápolis

A educação municipal de Eunápolis vive um cenário de caos. Apesar do alto volume de recursos disponíveis para a Secretaria de Educação, a realidade nas

A educação municipal de Eunápolis vive um cenário de caos. Apesar do alto volume de recursos disponíveis para a Secretaria de Educação, a realidade nas escolas é lamentável.

Nesta segunda-feira (22), os vereadores Renato Bromochenkel e Rogério Astória publicaram vídeos mostrando a situação crítica da rede municipal: unidades ainda em reforma, outras que sequer iniciaram as obras, além da falta de professores em razão do entrave no processo seletivo, que está sob investigação por suspeita de falsificação de documentos.

A ineficiência é gritante — e quem paga a conta são os pais e os alunos que dependem da escola pública.

O contraste chama atenção porque, à frente da pasta, está a professora Jovita, que pouco mais de um ano atrás liderava protestos e paralisações de aulas.

Na época, segundo ela, os atos eram em defesa da educação pública com dignidade. Hoje, ocupando o cargo de secretária, aquelas cobranças do passado desapareceram, enquanto o cenário atual — em diversos casos, pior do que o de gestões anteriores — segue sem respostas efetivas.

Quando questionada, a Secretaria tem classificado cobranças legítimas por melhorias como “posicionamento pessoal ou político” de quem critica, numa tentativa de desqualificar demandas da comunidade escolar.

Na tarde desta segunda-feira (22), o diretor do Portal SulBahia entrou em contato com a secretária para cobrar esclarecimentos sobre o caos na educação. A resposta da Secretaria se pautou em atribuir os problemas às gestões anteriores, criticar o autor dos questionamentos e afirmar que a atual gestão está há apenas um ano à frente da pasta. No entanto, a secretária já havia sido cobrada em outras oportunidades no ano passado, inclusive sobre o gasto superior a R$ 3,6 milhões em reformas previstas para 2025.

Diante das condições das salas de aula, Jovita afirmou que só responderia se fosse provocada formalmente.

A Secretaria não conseguiu resolver nem mesmo o problema de uma piscina abandonada em uma escola do município — situação denunciada por pais e cobrada oficialmente ao longo do ano passado, que, apesar de promessa de solução, segue sem qualquer providência até hoje.

 

 

 

Fonte Portal SulBahia

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