Pacientes com glaucoma reclamam da falta de atendimento em Eunápolis
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A única clínica de atendimento ao glaucoma em Eunápolis, no extremo sul da Bahia, está sem atender os pacientes pelo plano de convênio com a prefeitura desde dezembro de 2025, segundo informações da Secretaria de Saúde.
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De 3 em 3 meses é preciso fazer uma revisão. Pacientes cadastrados, inclusive os de baixa renda, recebem os colírios gratuitamente.
Alguns pacientes recebem dois tipos de colírios, mas em casos mais graves, outros recebem três colírios. Em todos os casos, a clínica fornece os medicamentos suficientes para três meses.
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Com a falta de atendimento os pacientes precisam gastar com a compra dos medicamentos:
– Colírio Travatan custa em média R$ 200 reais, mas pode chegar a valores mais altos;
– Colírio Travamed custa em média R$ 140,00 (substituto do Travatan);
– Colírio Dorzal MT custa em média R$ 125,00;
– Colírio Alphabrin 2ml custa em média R$ 45,00.
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Os três colírios Travamed, Dorzal e Alpabrin, que são usados diariamente em horários diferentes, são essenciais para retardar o efeito do glaucoma ou controlar a evolução do problema, somam o valor médio de R$ 310 reais por mês, um sobrepeso para a maioria absoluta das pessoas que vivem com baixos salários ou nenhum.
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Segundo informações da Secretaria de Saúde, o problema está no contrato que deverá ser renovado em meados de março.
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As perguntas que não querem calar: foi quebra de contrato? Terá sido falta de pagamento? Ou foi simplesmente uma renovação que deveria ser automática? Qual o motivo que justifica esse descaso? Por que a corda sempre quebrar pro lado mais fraco, ou seja, o lado do povo que na maioria das vezes apenas tenta sobreviver ao caos que é a própria vida atualmente?
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Enquanto isso, os pacientes de baixa renda, que não podem comprar os medicamentos, correm o risco de ficarem cegos porque glaucoma não tem cura.


