O Diário Oficial da União publicou nesta segunda-feira (02/03) a exoneração de Gerdion Santos do Nascimento, conhecido como “Cacique Aruã”, do cargo de coordenador regional do Sul da Bahia da FUNAI – Fundação Nacional dos Povos Indígenas, com sede em Porto Seguro.
A decisão ocorre em meio a uma série de tensões fundiárias no extremo sul do estado, especialmente nos municípios de Porto Seguro, Prado, Itamaraju e Itabela.
O agora ex-coordenador vinha sendo acusado de parcialidade diante dos conflitos e de suposta omissão frente às invasões de propriedades rurais na região.
Após a publicação, Cacique Aruã divulgou nota pública em seu Instagram afirmando que a exoneração ocorreu por “Ordem Superior Ministerial da Casa Civil” e negando qualquer envolvimento em corrupção ou incompetência. Segundo ele, não há contra sua pessoa nenhum processo criminal ou administrativo.
Na nota, Aruã afirma que foi responsabilizado por supostamente incentivar retomadas indígenas e conflitos fundiários, mas sustenta que atuou no cumprimento da missão institucional da FUNAI, especialmente na defesa dos direitos constitucionais dos povos indígenas, com foco na garantia de terra e território.
Ele também declarou que denunciou ataques armados e homicídios contra comunidades indígenas, além de casos de racismo, calúnia e difamação, que, segundo ele, estariam registrados em processos internos e comunicados a órgãos como o Ministério Público Federal e as polícias.
Ao final, o líder indígena agradeceu às organizações e lideranças que o apoiaram e afirmou que seguirá atuando na causa indígena fora do governo. “Estou saindo de cabeça erguida”, concluiu.
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