No ano passado, o prefeito vendeu a ideia de que o acordo com a Embasa seria o começo de uma nova era para Eunápolis.
Criaram um fundo com R$ 15 milhões, dizendo que o dinheiro serviria para fortalecer as ações de saneamento.
Mas o que a decisão judicial aponta é gravíssimo: parte desse recurso foi usada para pagar a Limp City, empresa da limpeza urbana que atua há anos no município sem licitação.
E não foi pouca coisa. Segundo a decisão, saíram do Fundo Municipal de Saneamento R$ 1.241.379,03 em novembro de 2025 e R$ 2.436.626,67 em dezembro de 2025 para custear limpeza urbana.
Em apenas dois meses, foram mais de R$ 3,6 milhões. Dinheiro que deveria ir para saneamento, infraestrutura e melhoria ambiental, mas acabou bancando despesa de lixo.
O juiz foi duro. Disse que isso representa, numa análise inicial, desvio de finalidade.
Afirmou ainda que o uso de quase 25% de todo o dinheiro depositado pela Embasa no fundo em apenas dois meses, para pagar uma empresa da limpeza urbana sem licitação, representa grave lesão ao patrimônio público e pode esvaziar o fundo antes mesmo do julgamento final.
E tem mais: o próprio juiz também apontou que o contrato com a Embasa é cercado de forte controvérsia e aparente ilegalidade.
Só não suspendeu de imediato porque água é serviço essencial e a população não poderia correr o risco de ficar sem abastecimento. Ou seja: não manteve porque estava tudo certo. Manteve para evitar prejuízo maior ao povo.
Por isso a Justiça mandou bloquear os recursos do fundo para estancar a sangria.
Dinheiro do saneamento não é para bancar lixo. O povo de Eunápolis merece respeito.
Fonte Vereador e Pastor Renato


