Carrasco: Prefeito manda aumentar conta de energia e revolta moradores em Eunápolis
A população de Eunápolis foi surpreendida por um forte aumento nas contas de energia elétrica, que já começa a pesar no bolso dos moradores e gerar grande revolta em diversos bairros da cidade. Segundo relatos, os reajustes chegam a níveis considerados abusivos, variando entre 200%, 300% e até 500% em alguns casos.
O aumento teria origem em um projeto enviado pelo prefeito municipal à Câmara de Vereadores, que autorizaria mudanças na cobrança relacionada à iluminação pública. A medida, no entanto, caiu como uma bomba entre os eunapolitanos, principalmente em um momento de dificuldades financeiras enfrentadas por muitas famílias.
Nas redes sociais, a indignação é generalizada. Moradores relatam que receberam contas com valores muito acima do habitual, sem qualquer aviso prévio ou campanha de esclarecimento. Para muitos, a sensação é de surpresa e injustiça, já que o impacto é direto no orçamento doméstico.
“É um absurdo. A conta mais que triplicou de um mês para o outro. Como é que a gente paga isso?”, questiona uma moradora. Outros apontam que o aumento compromete gastos essenciais, como alimentação e medicamentos.
Especialistas explicam que esse tipo de cobrança costuma estar ligado à Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública (COSIP), taxa definida pelo município e incluída na fatura de energia. Mesmo sendo legal, a forma e a intensidade do reajuste levantam questionamentos sobre transparência e razoabilidade.
Enquanto isso, vereadores são pressionados a se posicionar diante da situação. Parte da população cobra a revisão imediata do projeto e mais clareza por parte da gestão municipal. Há também quem peça investigações e audiências públicas para discutir o impacto da medida.
O episódio acende um alerta sobre a necessidade de diálogo entre o poder público e a população, especialmente quando decisões administrativas afetam diretamente o dia a dia dos cidadãos. Até o momento, a Prefeitura ainda não apresentou explicações detalhadas sobre os critérios utilizados para os aumentos nem sinalizou possível recuo.
Diante da repercussão negativa, a expectativa é que o tema continue dominando o debate político local nos próximos dias, com pressão crescente por respostas e soluções.


