GRAVE DENÚNCIA: CLIMA DE MEDO, ASSÉDIO MORAL E CONDIÇÕES INSALUBRES CHOCAM PROFISSIONAIS NO HOSPITAL REGIONAL DE EUNÁPOLIS
Uma grave denúncia envolvendo o Hospital Regional de Eunápolis vem à tona e expõe um cenário alarmante dentro da unidade. Relatos de profissionais da enfermagem apontam para um ambiente de trabalho marcado por pressão psicológica, assédio moral e condições consideradas insalubres.
De acordo com os depoimentos, a situação estaria diretamente ligada à atuação da coordenadora Michele Storch Bory, vinculada à administração do IDES. Apesar de reconhecerem o papel institucional do IDES na gestão e melhoria dos serviços, os profissionais afirmam que a conduta individual da coordenadora tem gerado um impacto negativo no dia a dia da equipe.
Os relatos são contundentes.
Há denúncias de humilhações frequentes, gritos e exposição de técnicos de enfermagem e enfermeiros diante de colegas, médicos, pacientes e acompanhantes. O ambiente, segundo eles, é de constante tensão e medo, onde muitos evitam denunciar formalmente por receio de retaliações.
Além disso, profissionais relatam cobranças abusivas fora do horário de trabalho, inclusive durante folgas, com ameaças veladas de demissão. Frases como “se não pode atender ligação ou responder mensagem, peça demissão, porque há quem queira a vaga” teriam sido utilizadas.
Outro ponto que chama atenção é o desvio de função, com enfermeiros sendo obrigados a exercer atividades administrativas que não fazem parte de suas atribuições.
Mas não para por aí.
As condições estruturais também são alvo de críticas severas. Segundo relatos, o local destinado ao descanso dos enfermeiros é “totalmente insalubre”. Profissionais afirmam que o ambiente apresenta odor de mofo, ventilação precária e estrutura inadequada. “Quem tem alergia não consegue ficar dois minutos lá dentro”, disse um dos denunciantes.
Enquanto isso, ainda de acordo com as queixas, a gestão priorizaria a exposição de áreas mais apresentáveis. “Eles adoram postar o conforto da recepção, mas o espaço da clínica médica e cirúrgica é insalubre”, afirma outro relato.
Situações consideradas básicas também estariam sendo negligenciadas. “Nem o banheiro tem fechadura. Você acredita?”, questiona um profissional, evidenciando a precariedade do ambiente.
Há ainda denúncias de tratamento desrespeitoso direcionado não apenas à equipe, mas também a acompanhantes de pacientes, além de falas consideradas preconceituosas sobre aparência de funcionários, como cabelo e vestimenta, gerando constrangimento.
O resultado desse cenário é preocupante: adoecimento emocional, esgotamento psicológico, aumento da insatisfação e uma crescente onda de pedidos de demissão.
Para os profissionais, a situação já ultrapassou todos os limites.
A função de coordenação, que deveria ser pautada pelo respeito, equilíbrio e humanização, estaria, segundo os relatos, sendo exercida de forma opressora e desrespeitosa.
Diante da gravidade das denúncias, os trabalhadores solicitam uma apuração rigorosa e imediata por parte da direção do hospital, da administração do IDES e dos órgãos competentes, com garantia de sigilo e proteção aos denunciantes.
A enfermagem pede socorro.


