Suspeita de manipulação na UTI e restrição de exames acende alerta sobre riscos a pacientes no Hospital Regional
Uma denúncia anônima envolvendo o Hospital Regional de Eunápolis trouxe à tona acusações preocupantes sobre possíveis práticas internas que podem afetar diretamente o atendimento prestado à população e colocar vidas em risco dentro da unidade hospitalar.
Entre os principais pontos denunciados está uma suposta manipulação dos indicadores da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo o documento enviado às autoridades, pacientes em estado grave estariam sendo mantidos fora da UTI, permanecendo na chamada “ala vermelha”, mesmo diante da necessidade de cuidados intensivos.
De acordo com o relato, a prática teria como objetivo reduzir artificialmente as taxas de mortalidade da UTI, permitindo que os números oficiais apresentem resultados mais positivos do que a realidade enfrentada dentro da unidade.
A denúncia também aponta uma suposta política de restrição na solicitação de exames laboratoriais e de imagem. Conforme o documento, médicos estariam sendo coagidos a solicitar o mínimo possível de exames, sob ameaça de demissão ou perseguições internas.
O denunciante afirma que essa situação compromete diretamente o diagnóstico de pacientes e reduz a qualidade da assistência médica oferecida à população de Eunápolis e região.
Além das acusações relacionadas à assistência hospitalar, o documento descreve um ambiente institucional marcado pelo medo. Profissionais da saúde, segundo a denúncia, evitariam relatar irregularidades por receio de represálias e perseguições dentro do hospital.
Diante da gravidade das acusações, o denunciante solicita auditorias técnicas, investigação sobre critérios de admissão na UTI, análise de prontuários e proteção para profissionais que eventualmente prestem depoimento às autoridades.
A denúncia também pede atuação do Ministério Público, Tribunal de Contas e demais órgãos fiscalizadores para apuração dos fatos e adoção de medidas urgentes caso sejam confirmadas irregularidades que coloquem pacientes em risco.
Até o momento, não houve posicionamento oficial dos citados na denúncia.


