Dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Urologia mostram que mais de 7 mil amputações de pênis foram registradas no Brasil ao longo de 14 anos. Em média, cerca de 515 homens passam por esse tipo de cirurgia todos os anos no país, um número que chamou a atenção de especialistas da área da saúde.
A principal causa dessas amputações é o câncer de pênis, uma doença que, embora seja considerada rara em países desenvolvidos, ainda apresenta incidência elevada no Brasil. O problema afeta principalmente homens acima dos 50 anos, mas também pode atingir pessoas mais jovens.
Segundo especialistas, a falta de higiene íntima está entre os principais fatores associados ao desenvolvimento da doença. Casos de fimose sem tratamento, infecção pelo HPV e tabagismo também aparecem entre os fatores de risco mais importantes.
Os dados mostram ainda que a região Sudeste concentra o maior número de amputações registradas, seguida pelo Nordeste, Sul, Norte e Centro-Oeste. Entre os estados, São Paulo, Minas Gerais e Paraná aparecem com os maiores números de procedimentos.
Médicos afirmam que grande parte dos casos poderia ser evitada com medidas relativamente simples, como higiene adequada da região íntima, tratamento da fimose, vacinação contra o HPV e uso de preservativos para reduzir o risco de infecções sexualmente transmissíveis.
O alerta dos especialistas é que muitas pessoas ainda desconhecem a existência do câncer de pênis ou só procuram atendimento médico quando a doença já está em estágio avançado. Por isso, campanhas de conscientização têm sido reforçadas para incentivar prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento médico regular.
A mensagem da comunidade médica é direta: informação, prevenção e cuidados básicos de saúde continuam sendo as principais armas para reduzir os casos da doença e evitar procedimentos extremos como a amputação.


