Capitão da PM é condenado a 21 anos de prisão por corrupção e peculato na Bahia

Um capitão da Polícia Militar da Bahia foi condenado a 21 anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva e peculato-desvio, além da manutenção da

Um capitão da Polícia Militar da Bahia foi condenado a 21 anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva e peculato-desvio, além da manutenção da prisão preventiva, além da perda dos direitos políticos após condenação definitiva.

Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), os crimes ocorreram de forma continuada entre julho de 2023 e março de 2024, em Santa Cruz Cabrália, no extremo sul do estado.

O caso foi denunciado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e acatado pela Justiça Militar. A condenação do PM Fabrício Carlos Santiago dos Santos aconteceu no dia 10 de junho e foi divulgada na segunda-feira (15).

Segundo a ação penal, ajuizada pela unidade Sul do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado e Investigações Criminais (Gaeco Sul), o oficial recebia valores para direcionar policiamento, da 4ª Companhia de Santa Cruz Cabrália, a interesses privados e áreas particulares, entre elas uma fazenda.

Ele já havia sido condenado por corrupção, inclusive com perda do cargo, em setembro de 2025, por cobrar propina para liberar “paredões” na mesma região. O oficial atualmente está preso na Coordenação de Custódia Provisória da Corregedoria da PM. A decisão de setembro último ainda não transitou em julgado.

De acordo com a sentença da 1ª Vara de Auditoria Militar de Salvador, o oficial praticou corrupção passiva por nove vezes, ao solicitar e receber vantagens indevidas para favorecer um particular, e peculato-desvio, ao utilizar viaturas, combustível e policiais em serviço para segurança patrimonial privada.

Foi identificada a presença de policiamento ostensivo em uma fazenda privada, com viaturas estacionadas no local, fotografadas pelo próprio policial para comprovar ao contratante a execução do serviço. A investigação apontou ainda que não houve solicitação formal de policiamento junto ao batalhão.

Fonte G1-BA

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