EDUCAÇÃO EM XEQUE: APÓS ADERIR À PND, PREFEITURA DE EUNÁPOLIS VOLTA ATRÁS E INSTALA POLÊMICA

EDUCAÇÃO EM XEQUE: APÓS ADERIR À PND, PREFEITURA DE EUNÁPOLIS VOLTA ATRÁS E INSTALA POLÊMICA Uma denúncia anônima encaminhada à nossa redação aponta mais um

EDUCAÇÃO EM XEQUE: APÓS ADERIR À PND, PREFEITURA DE EUNÁPOLIS VOLTA ATRÁS E INSTALA POLÊMICA

Uma denúncia anônima encaminhada à nossa redação aponta mais um episódio de confusão dentro da Educação de Eunápolis. O motivo da polêmica é a decisão do prefeito Robério Oliveira de tornar sem efeito um edital que havia sido publicado pela própria administração municipal autorizando a utilização da nota da Prova Nacional Docente (PND) como critério de classificação em um futuro processo seletivo simplificado para professores. A medida surpreendeu candidatos e profissionais da educação, que agora cobram explicações da gestão municipal.

A Prova Nacional Docente (PND) é uma avaliação criada pelo Ministério da Educação (MEC) com o objetivo de auxiliar estados e municípios na seleção de professores. Por meio da Portaria MEC nº 300/2026, as redes de ensino que aderirem ao programa podem utilizar a nota obtida pelos candidatos tanto em concursos públicos quanto em processos seletivos para contratação temporária de docentes. A proposta é estabelecer critérios mais técnicos e transparentes para a seleção de profissionais da educação.

Em Eunápolis, a Secretaria Municipal de Educação, comandada por Jovita, havia publicado um edital informando que a nota da PND seria considerada em futuras seleções da rede municipal. A publicação foi interpretada como um sinal de modernização e alinhamento às diretrizes nacionais. No entanto, para surpresa da categoria, poucos dias depois o prefeito publicou um ato administrativo tornando sem efeito o edital anteriormente divulgado, anulando a orientação que havia sido apresentada aos candidatos.

A reviravolta provocou desconforto e indignação entre professores e profissionais da área. Muitos afirmam que a categoria está sendo obrigada a trabalhar “no escuro”, sem informações claras sobre os critérios que serão adotados pela administração municipal. A mudança repentina levanta dúvidas sobre a condução da política educacional do município e expõe uma aparente falta de sintonia entre a Secretaria de Educação e o gabinete do prefeito.

Diante da repercussão, cresce a pressão para que o Conselho Municipal de Educação e a Comissão de Educação da Câmara de Vereadores se manifestem e esclareçam o episódio. Afinal, por que a prefeitura anunciou a utilização da PND e, logo em seguida, voltou atrás? Houve erro na publicação do edital ou falta de planejamento dentro da própria gestão? Enquanto essas respostas não chegam, permanece a insegurança entre os profissionais da educação. A reportagem continuará acompanhando o caso.

Esta matéria foi produzida com base em denúncia anônima recebida pela redação e em documentos oficiais publicados pelo Município de Eunápolis. O espaço permanece aberto para manifestação da Prefeitura de Eunápolis, da Secretaria Municipal de Educação, da secretária Jovita e dos demais citados, garantindo o direito de resposta.

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