Você provavelmente já realizou o “teste do cheiro” para saber se um alimento da geladeira estragou ou ainda pode ser consumido. Mas as geladeiras do futuro podem contar com um “nariz eletrônico” que realizará essa tarefa por você — e a tecnologia já foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley.
As pesquisas associadas ao dispositivo foram publicadas nesta quarta-feira (17) na revista Science Advances e apontam que o aparelho pode superar o olfato humano na precisão. Sua utilização promete aumentar a segurança alimentar doméstica, atuando como uma barreira preventiva contra infecções e reações alérgicas.
O componente, inclusive, foi projetado para enviar notificações ao celular dos usuários, alertando sobre ingredientes próximos ao vencimento. Carla Bassil, doutoranda em engenharia elétrica e líder do estudo, afirma que uma solução possível é inserir o aparelho em geladeiras inteligentes controladas pelo smartphone.
O novo dispositivo consiste em um pequeno chip equipado com 16 sensores de gás na sua estrutura. Na prática, esse sistema atua como um conjunto de receptores olfativos digitais, que converte reações químicas entre o ar e uma película sensível em sinais elétricos.
Sua principal inovação reside no fato de o item contar com nanotubos de carbono como material condutor. Essa característica permite que o chip opere perfeitamente em temperatura ambiente, o que confere um alto nível de sensibilidade ao mecanismo de detecção de odores.
A equipe liderada por Bassil utilizou algoritmos de aprendizado de máquina para processar os dados captados e treinar o dispositivo para conseguir diferenciar os cheiros. O modelo foi treinado para reconhecer perfis de respostas associados a alimentos frescos, estragados e a alérgenos alimentares.


