Na última segunda-feira (1°) foi celebrado o Dia Mundial de Combate à Aids, doença que afeta 40,8 milhões de pessoas em todo o mundo (Unaids), sendo 1,1 milhão apenas no país, segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde. Apesar de oferecer um dos mais amplos programas de prevenção e tratamento contra o HIV do mundo, o índice de contaminação no país segue alto, bem com o preconceito em relação aos portadores do vírus. Mas afinal, como a igreja pode ajudar nessa campanha?
Primeiro é importante entender como o amor cristão pode ajudar em um momento tão delicado na vida de um soropositivo. De acordo com a Unaids, 52,9% das pessoas com HIV no Brasil já sofreram discriminação e 34,8% foram discriminadas dentro da própria família. Além disso, 41% dela sofrem ansiedade e 29% têm depressão devido ao estigma.
Para o coordenador Adjunto do Curso de Medicina do UNASP Hortolândia, o Dr. Gustavo Boelhouwer Letsch, é muito importante nessas horas o cristão buscar informações sobre o assunto, de modo a oferecer acolhimento, apoio, oração, sem discriminação.
“A igreja é chamada a acolher todas as pessoas com dignidade e respeito. A Bíblia nos ensina que cada ser humano é criado à imagem de Deus e merece cuidado, compaixão e esperança. Jesus sempre se aproximou dos que sofriam, oferecendo cura, apoio e presença, nunca rejeição. Assim, quem vive com HIV deve ser recebido com amor, sem estigma, e acompanhado pastoralmente e emocionalmente, reconhecendo seu valor e sua dignidade diante de Deus”, orienta.
Na opinião do médico, é fundamental que a igreja faça a sua parte e contribuir promovendo educação para escolhas responsáveis, cuidado com a vida e valorização do corpo como dom de Deus.
“Também pode combater a discriminação ensinando o mandamento do amor ao próximo, reforçando que respeito e acolhimento são expressões da fé cristã. Ao unir prevenção, informação segura e uma postura de compaixão, a comunidade cristã ajuda a proteger vidas e construir um ambiente de esperança e inclusão”, ressalta Letsch.
Dados sobre o HIV/Aids (2024/2025)
No Mundo:
• 40,8 milhões de pessoas vivem com HIV no mundo.
• 1,3 milhão de novas infecções em 2024.
• 630 mil mortes relacionadas à AIDS em 2024.
• 31,6 milhões em tratamento antirretroviral (cobertura de ~77%).
• 73% têm supressão viral (vírus controlado).
• 5,3 milhões de pessoas não sabem que vivem com HIV.
• Mulheres representam 53% das pessoas vivendo com HIV.
No Brasil:
• 1.165.599 casos registrados desde 1980.
• 46.495 novos casos em 2023 (alta de 4,5% vs. 2022).
• 70,7% dos novos casos são em homens.
• Faixa etária mais atingida: 20 a 29 anos.
• 63,2% dos casos em pessoas pretas ou pardas.
• 53,6% dos casos entre homens que fazem sexo com homens (HSH).
• 96% das pessoas vivendo com HIV estão diagnosticadas.
• 82% em tratamento; 95% dos tratados têm carga viral controlada.
• 109 mil usuários de PrEP em 2024 (prevenção).
Fonte COMUNHAO


