Em um orfanato no Iraque, uma menina de apenas alguns anos encontrou uma maneira tão simples quanto profunda de se sentir perto da mãe.
Uma tarde, enquanto as outras crianças brincavam no quintal, ela pegou um pedaço de giz e, delicadamente, desenhou no chão a silhueta de uma mulher deitada.
Então, sem dizer uma palavra, deitou-se dentro do desenho, aconchegando-se exatamente onde estariam os braços.
Ali, no meio da poeira e do silêncio, fechou os olhos e adormeceu, como se o traço branco se tornasse por um instante o abraço que tanto sentia falta.
Os cuidadores que a observaram ficaram imóvel. Não havia palavras que pudessem descrever a mistura de ternura e tristeza que se sentia ao vê-la.
Aquele gesto, tão inocente, dizia mais do que mil discursos: mostrava como o amor de um filho procura sempre um refúgio, mesmo quando o mundo parece ter tirado tudo.
Essa imagem percorreu o mundo, lembrando-nos de algo que às vezes esquecemos: não há tecnologia nem riqueza que substitua um abraço.
E que, se hoje tivermos aqueles que amamos por perto, a melhor homenagem que podemos dar-lhes é não deixar passar um único dia sem lhes dizer.


