Assembleias de Deus declaram apoio a Flávio Bolsonaro

Na reta final do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, lideranças de importantes convenções das Assembleias de Deus intensificaram manifestações públicas de apoio ao

Na reta final do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, lideranças de importantes convenções das Assembleias de Deus intensificaram manifestações públicas de apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputa a Presidência da República com Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além disso, declarações de pastores, participações em eventos e manifestações nas redes sociais reforçam a presença de dirigentes evangélicos no debate político nacional.

O movimento envolve nomes influentes do pentecostalismo brasileiro, entre eles integrantes da família do pastor José Wellington Bezerra da Costa, uma das principais referências históricas das Assembleias de Deus no país. O grupo ampliou as manifestações públicas de apoio ao candidato do PL nos últimos dias da campanha.

Apoio a Flávio vem de várias frentes:

Entre os integrantes da família está o deputado federal Paulo Freire Costa (PL-SP), que declarou apoio a Flávio em nome da Convenção Fraternal das Assembleias de Deus de São Paulo. Na manifestação, ele afirmou que o candidato defende os princípios do grupo. Além disso, a vereadora paulistana Rute Costa (PL-SP), também filha de José Wellington, participou de um ato político na Avenida Paulista, em São Paulo.

José Wellington Júnior, filho do pastor e dirigente ligado à Assembleia de Deus Ministério do Belém, também convocou momentos de oração pelo Brasil durante os cultos. A iniciativa ocorre em meio à reta final da disputa presidencial. No entanto, a convocação para orar pelo país não deve ser confundida, por si só, com uma declaração formal de apoio a um candidato.

Outro nome de destaque é o bispo Samuel Ferreira, presidente da Convenção Nacional das Assembleias de Deus Ministério Madureira (Conamad). Durante a celebração do centenário do ministério, realizada em 10 de outubro, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, ele recebeu Flávio Bolsonaro e fez declarações favoráveis ao senador. Ferreira afirmou que pediria votos ao candidato se pudesse fazê-lo explicitamente.

Na ocasião, o bispo também conduziu manifestações do público com a expressão “irmão vota em irmão”. Embora tenha negado que estivesse pedindo votos, elogiou o senador e declarou que, se pudesse fazer o pedido, apoiaria sua candidatura. O episódio evidencia como a identidade religiosa pode aparecer no discurso eleitoral. Além disso, levanta discussões sobre os limites entre a manifestação política de lideranças e o uso da influência religiosa durante uma campanha.

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