Em país sério, caso Master derrubaria o governo, diz Mourão

O senador Hamilton Mourão (Rep-RS) afirmou que o Brasil vive um processo de “normalização e minimização de absurdos” após o enfraquecimento das políticas anticorrupção, ao comentar as revelações sobre contratos firmados entre o Banco Master e o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski. Segundo Mourão, em um país com instituições mais rígidas, o episódio teria potencial para provocar uma grave crise política, “talvez até a queda do governo”. “O caso do Banco Master, em um país sério, iria causar uma verdadeira hecatombe. Mas aqui, lamentavelmente, vê-se que o banco pagava muita gente do governo, que hoje busca enterrar o assunto”, declarou o senador. Fonte Diário do Poder

Lula ordena silêncio e distância do caso Master após encontro às escondidas com banqueiro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está em campanha urgente para proteger seu governo, tentando impedir que a crise explosiva do Banco Master respingue em sua equipe e manche sua imagem. A tática de guerra, traçada nos bastidores, é simples: fingir normalidade e jogar a batata quente para outras mãos. De acordo com informações, a ordem direta de Lula aos seus ministros é clara: o governo não pode, de forma alguma, parecer encurralado ou na defensiva. O objetivo é evitar que o escândalo de fraude “contamine a imagem do governo, nem coloque em dúvida a atuação de instituições”. Para isso, a estratégia pública será repetir até a exaustão que a Polícia Federal e o Banco Central têm total autonomia para investigar, defendendo que “a fraude do Master deve ser investigada tecnicamente, sem interferência política”. Nos corredores do poder, no entanto, a realidade é outra. Auxiliares próximos admitem, em off, que o presidente está visivelmente preocupado com o desgaste político que a teia de suspeitas pode causar. O principal ponto de tensão é a condução das investigações pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, que tem o poder de ampliar o raio do escândalo. A máscara de tranquilidade começou a rachar após a revelação de um encontro secreto. Lula se reuniu, fora da agenda oficial e a portas fechadas, com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, em dezembro do ano passado. O encontro foi um pedido do ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega. Na conversa, conforme apurou, “o banqueiro apontou as dificuldades do banco, mas ouviu de Lula que o assunto seria tratado, exclusivamente, pelo Banco Central”. Coincidência ou não, ainda em dezembro, Lula também esteve com Dias Toffoli, na presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O bate-papo aconteceu justamente quando o ministro do STF avançava nas discussões sobre o caso e impunha sigilo à investigação. O caso ganhou um novo e bombástico capítulo com a revelação de que o ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, mantinha um contrato milionário com o Banco Master. Lewandowski afirmou que “a consultoria ocorreu no período em que atuava na advocacia privada e que se retirou do escritório após ingressar no governo”. O presidente determinou que seus aliados evitem qualquer reação que demonstre medo ou nervosismo com os próximos passos da investigação.

Assembleia de Deus tem templo demolido na Bahia

Um templo da Assembleia de Deus Peniel foi demolido na manhã desta segunda-feira, 26 de janeiro, no município de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (BA). A ação ocorreu na área do Condomínio Algarobas e gerou indignação entre membros da congregação e moradores da região. O pastor presidente da igreja, identificado como Washington, relatou que a demolição começou por volta das 9h, enquanto ele se deslocava de casa. Segundo o líder religioso, fiéis entraram em contato informando que uma força-tarefa havia chegado ao local para derrubar o templo. Ao chegar à área, grande parte da estrutura já estava comprometida. De acordo com o pastor, participaram da operação representantes da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), além de equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar. Ele afirmou que tentou preservar parte do material da construção, como telhas e estruturas metálicas avaliadas em milhares de reais, mas não obteve autorização. Washington declarou que pediu o reaproveitamento de telhas adquiridas por cerca de R$ 7 mil, além de ferragens e da estrutura metálica do prédio, mas que os responsáveis pela ação não atenderam à solicitação. Para ele, a demolição ocorreu de forma arbitrária e sem diálogo prévio com a igreja. O pastor também afirmou que nenhum documento formal foi apresentado no local no momento da demolição. Segundo ele, na semana anterior, a Sedur havia afixado um adesivo de interdição no portão do templo. Após isso, buscou esclarecimentos junto à secretaria e disse ter recebido a orientação de um coordenador para permanecer tranquilo, com a garantia de que não haveria perseguição à congregação. A Secretaria de Desenvolvimento Urbano alegou que a construção não possuía alvará. Washington contestou a justificativa e explicou que o terreno foi adquirido por meio de contrato de compra e venda, sem escritura, uma situação que, segundo ele, é comum em diversas áreas de Camaçari. O pastor afirmou que a igreja investiu na construção e que havia uma base estrutural consolidada antes da demolição. Para o líder religioso, a ação caracteriza perseguição religiosa. Ele afirmou que o templo foi erguido de forma semelhante a outras edificações da região e que, além do adesivo de interdição, não houve entrega oficial de embargo ou notificação que permitisse defesa ou regularização prévia. A congregação da Assembleia de Deus Peniel reúne cerca de 40 membros fixos e aproximadamente 60 frequentadores regulares. Segundo o pastor, a demolição afetou diretamente não apenas o espaço de culto, mas também atividades desenvolvidas pela igreja junto à comunidade local. Washington destacou que o templo mantinha projetos sociais voltados a crianças e famílias em situação de vulnerabilidade, com ações de apoio espiritual e social. Ele afirmou que a decisão do poder público causou profundo pesar entre os fiéis e moradores atendidos pela igreja. Ao comentar o impacto do ocorrido, o pastor declarou que a congregação se sente desamparada diante da falta de sensibilidade das autoridades. Segundo ele, a igreja atuava na restauração de vidas e no apoio a pessoas em situação de risco social, papel que, agora, foi interrompido com a demolição do templo.         Fonte GOSPEL PRIME

Adolescente de 13 anos é resgatada ao viajar sozinha para encontrar homem

Uma adolescente de 13 anos, que viajava sozinha e sem documentação legal do estado de São Paulo com destino a Sergipe, foi resgatada na noite de domingo (25/1) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Montes Claros (MG), Região Norte do estado. Ela foi localizada no km 513 da BR-251, após troca de informações entre a PRF da Bahia e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/BA), que alertaram as equipes em Minas Gerais sobre o deslocamento da menor. A adolescente estava em um ônibus interestadual que partiu de Diadema (SP) com destino a Aracaju (SE). Durante a abordagem, os policiais constataram que ela não tinha autorização judicial nem documentos que permitissem a viagem desacompanhada, em desacordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ao ser ouvida, a jovem relatou que a viagem teria sido planejada e custeada por um homem de 30 anos, com quem mantinha contato virtual. Segundo o depoimento, o suspeito teria organizado toda a logística do deslocamento por meio de aplicativos de mensagens, inclusive providenciando o transporte até o terminal rodoviário em São Paulo. As autoridades apontam indícios de aliciamento, já que o destino final seria a residência do homem, em Sergipe. Diante da gravidade da situação, o caso foi encaminhado à Polícia Civil, que investiga possíveis crimes, incluindo aliciamento de menor e outras infrações previstas na legislação. O celular da adolescente foi apreendido para perícia, a fim de auxiliar nas investigações. A menor foi entregue ao Conselho Tutelar de Montes Claros, que acompanha as medidas de proteção. O ônibus utilizado na viagem foi recolhido ao pátio credenciado, devido à infração administrativa da empresa de transporte por permitir o embarque da menor sem as exigências legais.

Banco Master pagou R$ 5 milhões ao escritório ligado a Lewandowski mesmo após ele assumir o Ministério da Justiça

O Banco Master manteve um contrato de consultoria jurídica com o escritório da família do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que continuou a receber pagamentos mesmo após sua nomeação para o cargo no governo federal. Assinado em 28 de agosto de 2023, o acordo previa pagamentos mensais de R$ 250 mil e ficou vigente até setembro de 2025, ou seja, 21 meses depois de Lewandowski assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em janeiro de 2024. Do total estimado de R$ 6,5 milhões brutos pagos ao escritório, aproximadamente R$ 5,25 milhões foram recebidos enquanto Lewandowski já estava no cargo público. Embora Lewandowski tenha formalizado sua saída da sociedade em 17 de janeiro de 2024 e suspenso seu registro na OAB, os repasses continuaram, agora com os filhos Enrique e Yara de Abreu Lewandowski na representação do escritório perante o banco. O contrato previa a prestação de “consultoria jurídica e institucional de caráter estratégico”, incluindo participação em reuniões do comitê estratégico do banco, mas, segundo a apuração, Lewandowski participou de apenas duas reuniões durante o período contratual. Segundo a coluna que revelou o caso, a contratação ocorreu após indicação do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), que sugeriu o nome do ministro ao banco antes de sua nomeação. A assessoria de Lewandowski afirma que ele deixou completamente as atividades advocatícias ao assumir o ministério.       Fonte GNBAHIA

Marcação cerrada

A Polícia Militar tem até o fim da semana para detalhar a rotina do ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão. É para esmiuçar visitas de advogados, fisioterapia e etc. A ordem é de Alexandre de Moraes. Difícil a vida do aposentado que precisa do INSS. Não bastasse toda ladroagem envolvendo a pelegagem, as agências vão ficar fechadas por três dias. Diz a Previdência Social que é para “melhorias”. Aham… “Curioso é que nenhum deputado do PT assinou a CPMI para investigar o caso”, lembra o deputado Delegado Palumbo (MDB-SP) após bravatas de Lula sobre a falcatrua no Banco Master. Nova manifestação contra o Banco Master e figurões com estranhíssimas ligações com Daniel Vorcaro está marcada para esta semana, dia 30, na sede do banco, em São Paulo.

Relação de Wagner e Vorcaro deve ser investigada

Voltou a aparecer o nome do Líder do Governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), no escândalo do Master, revelando sua ascendência sobre Daniel Vorcaro, controlador da instituição liquidada pelo Banco Central. Wagner já havia sido citado como o autor do pedido a Vorcaro, em nome do governo Lula, para contratar o ex-ministro Guido Mantega como “consultor”. O contrato teve o valor de R$1 milhão mensais. As ordens de Jaques Wagner ao Banco Master intrigaram membros da CPMI do INSS, que querem investigar esse relacionamento. O Master também inaugurou sua carteira de consignados ao incorporar um órgão do governo baiano especializado em créditos a servidores. A CPMI tem indícios de que participaram da “gentileza” ao Master o ex-governador da Bahia Rui Costa e seu antecessor Jaques Wagner.

Operação Apito Final no extremo sul da Bahia cumpre mandados contra organização criminosa investigada por tráfico de drogas

O Ministério Público da Bahia (MP-BA), em atuação conjunta com a Polícia Federal, a Secretaria Estadual de Segurança Pública e a Polícia Militar, deflagrou nesta terça-feira (27) a “Operação Apito Final”. Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em endereços nos municípios de Eunápolis, Ubaitaba e Porto Seguro, incluindo os distritos de Arraial D’Ajuda e Trancoso, no extremo sul do estado. Os alvos são investigados por sua suposta integração a uma organização criminosa. Durante as ações, foram apreendidos documentos e dispositivos eletrônicos que, segundo o MP, são considerados fundamentais para o aprofundamento das investigações e para a “completa elucidação dos fatos, além da responsabilização dos envolvidos”. De acordo com informações do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), as investigações apontam para um grupo com divisão de tarefas. A principal atividade investigada é o tráfico de drogas, envolvendo desde a coordenação das atividades ilícitas e a movimentação de recursos financeiros até a logística operacional. O grupo também utilizaria meios para dificultar a identificação de seus integrantes, como comunicações clandestinas e o uso de terceiros. O Gaeco informou ainda que, durante as investigações, foram identificados indícios de cooptação de agentes públicos, com “possível fornecimento de informações privilegiadas”, além de “interferências indevidas em estruturas institucionais para favorecer os interesses do grupo criminoso”. As investigações seguem em andamento e novas diligências poderão ser realizadas conforme seu avanço. (Atualizado às 07h45 para corrigir informação divulgada pelo MP-BA)  

Pacientes denunciam falta de resposta da Saúde de Eunápolis; grupo passa a noite à beira da estrada

Neste domingo (25 de janeiro), pacientes atendidos pelo TFD (Tratamento Fora do Domicílio) denunciaram que ficaram sem assistência após o veículo que realizava o transporte quebrar durante o retorno de Salvador. De acordo com os relatos, o grupo saiu de Eunápolis no domingo (18) para acompanhamento médico e, na volta, na segunda-feira (19), a van apresentou pane em Humildes, distrito de Feira de Santana. Os pacientes afirmam que a situação se agravou pela falta de resposta da Secretaria Municipal de Saúde de Eunápolis. Sem orientação e sem alternativa oferecida, dizem que receberam ajuda de um micro-ônibus de Muritiba e foram levados até Governador Mangabeira. No local, o grupo conseguiu jantar em um restaurante à beira da estrada, mas, como o estabelecimento encerra o atendimento às 22h, os passageiros relatam que passaram a noite na parte externa, expostos e sem segurança — entre eles, um idoso, três crianças e outros pacientes que retornavam de atendimento médico. Ainda conforme a denúncia, o socorro só teria chegado quase às 6h da manhã de terça-feira (20), após uma madrugada descrita como de medo e sofrimento. Pacientes relatam que, após um dia de consultas e procedimentos, esperavam ao menos suporte básico e um local seguro para descanso, o que não teria ocorrido. Entramos em contato com o chefe de Transportes da Prefeitura, Sr. Gilmar Reis. Questionado sobre o ocorrido, Gilmar informou que iria “apurar” a situação. Indagado se, após uma semana, ele ainda não teria conhecimento do caso, respondeu novamente que iria verificar qual profissional teria feito o transporte dos pacientes. A dúvida que fica é: se o chefe de Transportes não sabe o que ocorre com os veículos sob sua administração, quem saberá? A secretária de Saúde, Lívia Sousa, precisa vir a público e esclarecer os impasses em sua pasta. Vale ressaltar que se trata do setor responsável por garantir o cuidado e a assistência à saúde dos cidadãos. Recebemos diversas imagens que registram a situação, mas, por respeito aos pacientes e diante do sofrimento enfrentado, optamos por não publicá-las. Fonte PORTAL SUL BAHIA

Operação Carta Marcada: apura corrupção em contratos públicos no sudoeste baiano

*Operação Carta Marcada apura corrupção em contratos públicos no sudoeste baiano* _A Polícia Civil cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em quatro municípios: Itagibá, Dário Meira, Jequié e Ipiaú_ A deflagração da Operação Carta Marcada, na manhã desta terça-feira (27), investiga um esquema criminoso estruturado voltado à execução irregular de contratos de prestação de serviços firmados entre a Prefeitura de Itagibá e empresas privadas. As apurações apontam indícios de direcionamento contratual e de contratações reiteradas com base em inexigibilidade de licitação, em possível violação à legislação vigente. Ao todo, 15 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Itagibá (7), Dário Meira (4), Ipiaú (3) e Jequié (1). As ordens judiciais também determinaram o afastamento de dois servidores públicos municipais, entre eles um secretário e uma servidora da Controladoria do Município, além do bloqueio de aproximadamente R$ 2 milhões em bens e valores de cada investigado. As investigações indicam a atuação coordenada entre agentes públicos e representantes de duas empresas privadas de consultoria, com vínculos diretos com os contratos investigados. Segundo a apuração policial, o grupo apresentava divisão de tarefas, estabilidade e mecanismos voltados à ocultação e ao desvio de recursos públicos oriundos de contratos supostamente superfaturados. A operação contou com 60 policiais civis e foi conduzida pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO), por meio da Delegacia de Combate à Corrupção (DECCOR). Durante as buscas, foram apreendidos celulares, documentos, cerca de R$ 70 mil em espécie e computadores, que serão periciados e poderão contribuir com o aprofundamento das investigações. As apurações seguem em andamento para identificar outros recursos possivelmente desviados e eventuais novos integrantes do grupo criminoso, com foco na completa responsabilização dos envolvidos. Pedro Moraes / Ascom PCBA 27.01.2026