Facções são principal preocupação do Judiciário para eleições de 2026

A influência de facções criminosas no processo eleitoral é uma preocupação central das autoridades para as Eleições 2026. Nos últimos dias, operações da Polícia Federal e decisões judiciais têm demonstrado tentáculos de políticos, inclusive para blindar envolvidos com facções, como o Comando Vermelho. Em 2024, em eleições de proporções menores, as municipais, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia e a Organização dos Estados Americanos (OEA) já demonstravam essa preocupação, tanto pelo capital político de rede de contatos, quanto pelo financiamento das organizações criminosas nas eleições brasileiras. Cármen Lúcia ressaltou em diferentes ocasiões sobre a necessidade de se debruçar sobre o tema e acerca da seriedade da ameaça que ele consiste. A ministra ressaltou que a tentativa do crime organizado de se infiltrar e influenciar o processo eleitoral “não pode ser subestimada”. Ainda em 2024, a magistrada alertou para o “risco real” de que essas facções alcancem as esferas estaduais e nacionais do poder. E ainda frisou em entrevistas que essas organizações criminosas poderiam buscar até formular leis que beneficiem suas atividades. Em relatório sobre as eleições municipais de 2024, a Missão de Observação da OEA apontou ações do crime organizado. Entre os pontos citados foram incluídos a coerção de eleitores e o uso de recursos financeiros do tráfico em campanhas eleitorais. A OEA alertou para a escalada da violência política e a necessidade de medidas para mitigar esses riscos para 2026.       Fonte Metrópoles  

MC Daniel cancela show após receber ameaças de facção criminosa em Cuiabá

O funkeiro MC Daniel foi forçado a cancelar um show em Cuiabá após supostas ameaças de uma facção criminosa de grande poder em Mato Grosso. O artista, que era a atração principal de uma festa de 15 anos no em um buffet de classe alta na última sexta-feira (05), chegou a interagir com fãs nas redes sociais, mas abandonou a agenda após ser informado da intimidação, ainda em seu hotel. O cancelamento se estendeu para uma segunda apresentação, que aconteceria neste sábado (06) em uma boate de Rondonópolis. Anúncios do evento foram apagados das redes sociais ao longo do dia. Este não é o primeiro conflito do cantor com grupos criminosos no estado. Em 2023, durante uma apresentação na capital, ele interrompeu o show ao ver pessoas na plateia fazendo gestos associados a uma facção rival. Até o momento, MC Daniel não se manifestou publicamente sobre o caso.

Solimões, a rota do crime

A partir desse episódio, instalou-se a guerra que redefiniu o mapa criminal no Brasil. Sem o antigo acesso aos fluxos tradicionais de drogas, o CV foi obrigado a buscar novas rotas de abastecimento e, inicialmente, firmou aliança com a facção Família do Norte, em Manaus. Atualmente, essa organização é considerada extinta por investigadores. Com essa parceria, o CV passou a dominar a rota do Solimões, garantindo seu próprio fornecimento. O controle territorial se tornou, então, a base de sua estratégia de expansão, um movimento que fortaleceu a facção e se consolidou como resposta direta ao avanço do PCC. — Atualmente, o PCC controla a rota caipira e se especializa no atacado e no envio de drogas, principalmente para a Europa, enquanto o Comando Vermelho controla o Alto Solimões e se concentra em abastecer o consumo interno no Brasil, apesar de também ter negócios internacionais, só que de forma embrionária perto do PCC — disse Lima. A expansão de cada facção, no entanto, ocorreu por caminhos distintos. O CV caracteriza-se pela expansão territorial agressiva, utilizando confrontos para matar ou integrar traficantes e facções locais. Sua atividade principal foca em abastecer o consumo interno de drogas no Brasil, que é o segundo maior consumidor mundial de cocaína. Para isso, controla territórios que passam pela Amazônia, terras indígenas e chegam aos centros consumidores, como o Sudeste. Já a maconha skunk produzida na Colômbia, que chega por meio da Rota do Solimões, é destinada quase integralmente ao mercado brasileiro e registra crescimento especialmente nas regiões Sul e Sudeste. O estudo aponta que a facção está na Colômbia, Peru, Bolívia e Suriname. Dados da Polícia Federal (PF), contudo, mostram que há negócios também com Argentina, Paraguai e Venezuela. Lima explica que quando houve a expansão do Comando Vermelho para aAmazônia, já existiam modalidades de crime organizado fortemente conectadas a ilícitos ambientais, como desmatamento, garimpo e grilagem. O crime ambiental pré-existente na região possuía tecnologia de lavagem de dinheiro bastante sofisticada, como no caso do ouro, que acabou por capacitar e qualificar a facção a lavar o dinheiro da droga. O método de atuação do PCC, por sua vez, baseia-se na ocupação estratégica de pontos de infraestrutura crítica: portos, aeroportos e estradas que conectam regiões. A facção se especializou no tráfico em grande escala e no envio de drogas, sobretudo para a Europa, mercado considerado mais rentável. O grupo explora intensamente as rotas aéreas e utiliza alianças para acessar diferentes mercados, operando com uma estrutura que se assemelha a uma holding e associados: parceiros que utilizam a logística da facção para garantir que a carga chegue ao destino final.

Facções criminosas mantêm presença em todos os Estados, diz relatório

Duas das maiores facções criminosas em atuação no país, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) estão presentes nas 27 unidades da Federação, mas com hegemonia em 13 Estados com os maiores índices habitacionais do país.  Os dados inéditos constam de relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado neste sábado, com informações preliminares de parceria com a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O lançamento do estudo completo está previsto para fevereiro do ano que vem. O documento preliminar mostra que o PCC tem hegemonia em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rondônia, Roraima, São Paulo e Piauí. Já o CV tem domínio sobre seis Estados: Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Tocantins e Rio de Janeiro, Estado onde surgiu. O estudo combina informes produzidos por superintendências regionais da Abin com a validação das informações por consultores especializados no tema e checagem nas secretarias estaduais de Segurança Pública. Presentes em todas as unidades da federação, as duas facções deixaram de ser apenas grupos restritos aos presídios para se tornar organizações transnacionais, cada uma operando a partir de um próprio “manual de negócios”. Os dados indicam que ambas exercem hegemonia no cenário nacional e fazem negócios internacionais, mas adotam estratégias e modelos de governança distintos. O diretor presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, aponta que a configuração atual remonta a 2016, quando o PCC rompeu com o CV após o assassinato de Jorge Rafaat, conhecido como o “Rei da Fronteira” entre Brasil e Paraguai. Rafaat era o grande atacadista que abastecia simultaneamente as duas organizações criminosas. Seu assassinato pelo PCC e a tomada do controle da rota caipira provocaram o rompimento definitivo entre as duas facções. A rota caipira é como ficou conhecido o trajeto que parte da fronteira e leva até o Porto de Santos a droga dos países sul-americanos.

Governo ruim, mesmo no poder

A mais recente pesquisa Datafolha, divulgada na 6ª feira (5.dez.2025), mostra o governo Lula com 32% de avaliação positiva (“ótimo”  ou “bom”) contra 37% de avaliação negativa (“ruim” ou “péssimo”) —uma diferença de 5 pontos percentuais. O levantamento ouviu 2.002 eleitores em 113 cidades entre 2 e 4 de dezembro. Levando em conta o 3º ano de mandato de todos os presidentes desde a redemocratização, o atual desempenho de Lula é melhor do que o do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no mesmo período de 2021. O ex-chefe do Executivo tinha 53% de avaliação negativa e 22% de aprovação.

Greve dos trabalhadores da Veracel Celulose do setor florestal ganha repercussão em publicação internacional

A greve dos trabalhadores da Veracel Celulose do setor florestal ganhou publicação no Rel UITA (Regional Latino-Americana da UITA), uma organização sindical combativa na América Latina que denuncia violações de direitos humanos, trabalhistas e sindicais por empresas e governos, focada nos setores de alimentos, agricultura, hotelaria e turismo. A Rel, pertence à UITA (União Internacional dos Trabalhadores da Alimentação, Agrícolas, Hotéis, Restaurantes, Tabaco e Afins. Veja abaixo a publicação: Segundo explicaram À Rel Damiana Alcântara, Fabrício Nascimento e Arisvaldo de Jesus, integrantes da diretoria sindical e trabalhadores da Veracel, a empresa decidiu impor de forma unilateral uma nova escala de seis dias de trabalho por apenas um de descanso (6×1), sem qualquer tipo de compensação econômica. A medida, aplicada desde 1º de novembro, foi considerada pelo sindicato e pela maioria do quadro funcional como um “regime escravizante”, devido ao impacto direto sobre a saúde, a vida familiar e a segurança de quem trabalha em turnos contínuos. Para piorar Historicamente, os trabalhadores de turnos atuavam com escalas intensas, mas que ao menos garantiam ciclos mínimos de descanso. Há quatro anos, a Veracel implementou uma escala experimental – 6×1, 6×2 e 6×3 – reconhecendo que aumentava o desgaste físico e prejudicava a qualidade de vida. Para compensar esse sistema, pagava uma bonificação a cada trabalhador. Nos anos seguintes, a empresa renovou esse acordo com valores menores, sempre admitindo que a escala provocava danos concretos à saúde dos empregados. No entanto, este ano anunciou que não pagaria nenhuma compensação, alegando dificuldades financeiras, ao mesmo tempo em que exibia publicamente uma imagem de “empresa sólida” e “uma das melhores para trabalhar”. Nove em cada dez apoiam a greve Diante da imposição da escala de seis dias trabalhados por um de descanso, os trabalhadores rejeitaram a proposta e aprovaram o estado de greve com quase 90% dos votos, cumprindo todos os requisitos legais. Passadas as 72 horas regulamentares, a greve foi deflagrada. Após mais de 40 horas de paralisação, o sindicato abriu uma nova instância de diálogo, mas a empresa não respondeu. Em vez de negociar, ingressou com uma ação judicial acusando o sindicato de paralisação irregular, algo que –segundo a organização– não condiz com a realidade, já que a greve foi decidida democraticamente em assembleia. Práticas antissindicais Durante esse processo, os trabalhadores denunciaram diversas ações de pressão por parte da empresa: assédio psicológico; ameaças a quem quisesse aderir à greve; advertências sobre possíveis suspensões de contrato e perda de benefícios. O sindicato sustenta que essas práticas “são ilegais e violam o direito constitucional de greve”, além de aprofundarem o que consideram um desgaste sistemático da dignidade e da saúde laboral. “Não aceitaremos um regime que destrói a vida dos trabalhadores”, afirmam os dirigentes sindicais. Aceitar esse sistema sem compensação significa normalizar um modelo de trabalho que “beira o desumano e se assemelha a um regime escravizante”, disseram. O sindicato afirma que continuará negociando, mas alerta que não recuará na defesa de condições de trabalho justas. O conflito da Veracel soma-se a um debate mais amplo: o movimento sindical brasileiro está atualmente impulsionando uma campanha nacional para pôr fim à escala 6×1, denunciando seus efeitos nocivos sobre a saúde física e mental de milhões de trabalhadores e trabalhadoras e defendendo modelos de jornada que respeitem a vida e a dignidade humanas.       Fonte AGAZETA BAHIA

Do calote de R$1,17 trilhão

Os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro são os que mais sofrem com o endividamento de ICMS de grandes empresas: as duas unidades da Federação concentram 65% do total do calote que soma R$1,17 trilhão, de acordo com o Atlas da Dívida Ativa dos Estados Brasileiros, da Fenafisco. Os números impactam nas contas públicas e impressionam. As 50 grandes empresas que devem mais de R$1 bilhão em ICMS, por exemplo, respondem por R$150 bilhões da dívida, isto é, 13% do total.

Nogueira adverte para gravidade do mensalão de Lulinha

O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do partido Progressistas, afirmou nesta sexta-feira que as acusações contra Fábio Luís Lula da Silva (conhecido como “Lulinha”) são “gravíssimas” e exigem “esclarecimento imediato”. Segundo Nogueira, documentos em posse da CPMI do INSS, com informações da Polícia Federal (PF), apontam supostos pagamentos mensais de R$300 mil ao filho do presidente, além de repasses que totalizaram 25 milhões (valor sem definição de moeda na reportagem). Ele defende que esses dados percam o sigilo e sejam divulgados publicamente. Para o senador, o caso carrega “dimensão de crime hediondo”, uma vez que envolveria recursos destinados a aposentados e pensionistas. Ele disse que a denúncia (que, segundo ele, “é palpável como nunca”) precisa ser investigada com rigor. Nogueira também questionou a mudança de endereço de Lulinha para a Espanha em julho, período em que as investigações já teriam começado.     Fonte Diário do Poder

Plante Sorriso leva serviços odontológico gratuitos a Trancoso de 8 a 11 de dezembro

*PARCERIA | Plante Sorrisos leva serviços odontológicos gratuitos a Trancoso de 8 a 11 de dezembro* Entre os dias 8 e 11 de dezembro, Trancoso recebe a ação Plante Sorrisos, na Unidade de Saúde do Maria Viúva, a partir das 7h30, que vai oferecer consultas e procedimentos odontológicos gratuitos à população. A iniciativa é resultado da parceria as empresas Seja Semente, com apoio da Ayumar e a Prefeitura de Porto Seguro, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Municipal das Mulheres e coordenação do Litoral Sul, ampliando o acesso a serviços essenciais de saúde bucal. Ao todo, serão montados 13 consultórios odontológicos, com estrutura completa, equipamentos modernos, materiais e equipes especializadas. Os atendimentos incluem extrações, restaurações, endodontia (canal), periodontia e odontopediatria, além de exames de raio-X, garantindo mais segurança e precisão nos procedimentos. A ação atenderá adultos e crianças, seguindo a ordem de chegada. A programação também contempla um laboratório de prótese, com a produção de 40 a 45 próteses por dia. A moldagem será realizada no primeiro dia de atendimento e a entrega ocorrerá ao final da ação. Outro destaque é o cuidado especial com crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que contarão com um consultório exclusivo, equipado e atendido por três odontopediatras, reforçando o compromisso com a inclusão e o atendimento humanizado.

Quatro suspeitos morrem em ação da Polícia Militar; Fuzil e submetralhadora são apreendidos

Uma intensa troca de tiros na manhã desta quinta-feira (05/12) resultou na morte de quatro suspeitos no distrito de Barrolândia, município de Belmonte. A ação foi deflagrada por policiais militares que atuam em Belmonte, em conjunto com a Companhia Especial Tático Operacional (CETO) do 8º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Porto Seguro. De acordo com informações oficiais, as guarnições se deslocaram para uma área de mata após receberem denúncias de que um grupo de homens exibia armamento pesado na região. Ao chegarem ao local indicado para averiguação, os policiais foram recebidos a tiros, dando início ao confronto. Durante o revide à injusta agressão, quatro indivíduos foram atingidos e vieram a óbito. Ligação com Facção Informações preliminares da polícia apontam que o grupo pertencia à facção criminosa Mercado do Povo Atitude (MPA), com forte atuação em Porto Seguro, e estaria utilizando a área de Barrolândia como esconderijo, ponto estratégico e na preservação do controle dos comércio ilícito de drogas no distrito. Apreensão de Pesado Armamento O que chamou a atenção na ocorrência foi o poder de fogo encontrado com os resistentes. Além de drogas, foram apreendidos um fuzil e uma submetralhadora. Documentos em nome de uma mulher (Maria Luiza Cardoso Santos) também foram encontrados no local, mas a polícia investiga a relação dela com o grupo. Confira a lista completa do material apreendido: Armas de Fogo: 01 Fuzil Colt (Série RS 511457, Cal. 9mm); 01 Submetralhadora (marca/modelo não identificado, Cal. 9mm); 01 Espingarda Cal. 12 (MV62195K); 01 Espingarda Cal. 12 (sem numeração). Munições e Acessórios: 43 munições de calibre .556 (intactas); 05 munições de calibre 9mm (intactas); 04 munições de calibre 12 (intactas) e 03 estojos deflagrados; 03 carregadores de fuzil 556; 01 bornal camuflado. Drogas: 105 pedras de crack; 29 pinos de cocaína. Outros Objetos: 04 aparelhos celulares; 01 rádio de comunicação; 02 facas; 01 chave de moto; 01 cordão de metal. Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) para identificação. Todo o material apreendido foi apresentado na delegacia local para as medidas cabíveis.       Fonte AGAZETA BAHIA