Berço de Eunápolis: Gabiarra pede socorro em meio ao abandono do poder público
O distrito de Gabiarra, considerado o berço histórico de Eunápolis, vive uma realidade que contrasta com sua importância para o município.
O que deveria ser um cartão-postal cultural e social tornou-se símbolo de abandono.
Moradores denunciam, diariamente, a ausência do poder público e uma rotina marcada por precariedade em praticamente todas as áreas essenciais.
As ruas, tomadas por buracos, dificultam a locomoção de veículos e pedestres.
Em dias de chuva, o cenário piora: valetas se formam, o barro toma conta e o acesso a diversos pontos do distrito se torna quase impossível. À noite, a escuridão domina.
A falta de iluminação pública expõe a população ao medo e à insegurança, abrindo espaço para riscos que poderiam ser evitados com medidas simples de manutenção.
A saúde também segue sem rumo. Segundo relatos, faltam profissionais, estrutura e equipamentos básicos para atender a comunidade.
Consultas, exames e procedimentos de rotina se transformam em desafios diários e muitos moradores precisam se deslocar até a sede do município para conseguir assistência mínima.
Na educação, a situação não é diferente. Escolas enfrentam carências que vão desde materiais didáticos até problemas estruturais.
Pais e responsáveis denunciam a falta de atenção e a sensação de que o futuro das crianças e adolescentes do distrito não é prioridade para a gestão municipal.
Moradores se perguntam: onde está a gestão pública de Eunápolis? O que se vê em Gabiarra é o reflexo de uma administração que, na visão da comunidade, tem virado as costas para um dos locais mais simbólicos da cidade.
As demandas do distrito são antigas, recorrentes e amplamente conhecidas mas permanecem sem solução.
Enquanto isso, a população resiste como pode, cobrando, denunciando e clamando por ações urgentes. Gabiarra, o berço de Eunápolis, pede socorro.
E o clamor ecoa cada vez mais alto, aguardando respostas que, até agora, não chegaram.


