O programa Bolsa Família, principal iniciativa de transferência de renda do governo federal, contará com um orçamento de R$ 158 bilhões em 2026. O valor é o mesmo que foi destinado ao programa em 2025.
O PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2026 foi sancionado com vetos nesta quarta-feira (14) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A peça prevê superávit de 0,25% do PIB (Produto Interno Bruto), ou seja, de R$ 34,5 bilhões.
O valor, no entanto, desconsidera cerca de R$ 57 bilhões em despesas com precatórios, que serão executadas fora do cálculo do resultado primário.
Pelas regras do arcabouço fiscal, o resultado primário pode variar dentro de uma banda de tolerância, que permite um intervalo de até 0,25 ponto percentual do PIB para cima ou para baixo em relação à meta central.
O orçamento total previsto para o ano é de R$ 6,3 trilhões. Desse total, R$ 1,82 trilhão serão destinados ao refinanciamento da dívida pública.
Para o Pé-de-Meia, iniciativa que prevê pagamentos a alunos do ensino médio como forma de estímulo à permanência na escola, o orçamento prevê R$ 11,47 bilhões neste ano.
Já o programa Gás para Todos, voltado a subsidiar o acesso ao botijão de gás para famílias de baixa renda, contará com R$ 4,7 bilhões em 2026.


