Brasil deverá ter o maior imposto sobre consumo do mundo

O brasileiro corre o risco de pagar um dos impostos sobre consumo mais altos do mundo. A alíquota estimada para o novo sistema tributário pode

O brasileiro corre o risco de pagar um dos impostos sobre consumo mais altos do mundo. A alíquota estimada para o novo sistema tributário pode chegar a 30%, colocando o Brasil acima da Hungria, que atualmente tem uma taxa de 27%.

Nesta quarta-feira (28/10), o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, por unanimidade, a alíquota de 11,3% para a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), imposto federal que substituirá o PIS e a Cofins a partir de 2027. A estimativa inicial era de 9,2%.

A CBS será somada ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que ficará sob responsabilidade de estados e municípios e tem alíquota estimada em 18,7%. Juntos, os dois tributos podem alcançar 30% quando a reforma tributária estiver completamente implementada, em 2033.

Na prática, o peso pode ser grande no bolso do consumidor. Em um exemplo simplificado, um produto que custa R$ 100 antes dos tributos chegaria a R$ 130 com uma cobrança equivalente a 30%. O valor efetivo dependerá das regras de cada operação, dos preços praticados e da forma de cálculo dos impostos.

O relator do processo no TCU, ministro Vital do Rêgo, afirmou que a alíquota elevada está relacionada aos benefícios concedidos pelo Congresso a determinados setores, como alimentos da cesta básica, saúde e educação.

Com a redução de impostos para algumas atividades, outros setores podem acabar sujeitos a uma alíquota maior para compensar a perda de arrecadação.

As empresas de serviços que não contam com o tratamento favorecido do Simples Nacional estão entre as que podem sentir os efeitos da tributação.

Durante a sessão, o ministro Augusto Nardes também demonstrou preocupação com os pequenos negócios. Segundo ele, empresas enquadradas no Simples podem perder clientes diante das mudanças no sistema tributário.

“Muitas empresas poderão fechar”, afirmou o ministro.

O Senado tem até 15 de dezembro para fixar a alíquota. Caso não haja votação dentro do prazo, conforme o cenário apresentado, prevalecerá o percentual aprovado pelo TCU.

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