O Janeiro Roxo chama atenção para uma doença antiga. Mas que ainda está muito presente no Brasil: a hanseníase.
Apesar de ter cura e tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o país ocupa hoje a segunda posição no ranking mundial de casos. Fica atrás apenas da Índia.
Segundo o relatório mais recente da Organização Mundial da Saúde, o mundo registrou 172.717 novos casos de hanseníase em 2024. O número representa uma queda global de 5,5% em relação aos anos anteriores.
Mesmo com essa redução, o Brasil segue como um dos países mais afetados. A média anual é de cerca de 22 mil novos casos.
O dado acende um alerta importante. A hanseníase continua sendo um problema de saúde pública.
E o diagnóstico precoce segue como o principal desafio.
A hanseníase é considerada uma doença endêmica no Brasil. Isso significa que ela circula de forma contínua na população.
Essa circulação ocorre, principalmente, em regiões com maior vulnerabilidade social. Também está relacionada à dificuldade de acesso aos serviços de saúde.


