COTA: UM VERDADEIRO LARANJAL

“Fomos usadas como laranjas. No começo eu não entendia de política, mas hoje vejo claramente que fomos usadas.” Acusações expõem desprezo pela participação feminina A

“Fomos usadas como laranjas. No começo eu não entendia de política, mas hoje vejo claramente que fomos usadas.”

Acusações expõem desprezo pela participação feminina

A gravidade das falas atribuídas a Maísa reacende a discussão nacional sobre a manipulação da cota de gênero uma prática criminosa que distorce o processo eleitoral, enfraquece a representatividade e transforma mulheres em ferramentas utilitárias de manobra política.

O episódio, que já repercute em grupos locais, redes sociais e rodas políticas, provoca indignação pela forma como mulheres teriam sido tratadas dentro de uma estrutura que deveria incentivá-las, não descartá-las.

Especialistas e lideranças femininas da cidade enxergam, nas denúncias, um retrato de machismo político explícito e de uma cultura que ainda tenta barrar o avanço das mulheres na disputa por espaço e voz.

Silêncio que incomoda

Até o momento, o prefeito Robério Oliveira e o PSD permanecem em silêncio, sem qualquer esclarecimento ou nota oficial sobre o conteúdo dos áudios — silêncio que, para muitos, soa como descaso diante da gravidade das acusações.

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