Após a reportagem exibida pelo Fantástico, o clima na Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia (SEAP) não é de surpresa. Pelo contrário. A avaliação nos bastidores é objetiva: a imagem que fica é de que o Estado ajudou na fuga de criminosos.
Em Eunápolis, 17 detentos ligados ao Comando Vermelho fugiram do conjunto penal, entre eles Ednaldo Pereira de Souza, o “Dadá”. Já em Salvador, Fábio Souza dos Santos, o “Geleia”, apontado como torre do Bonde do Maluco (BDM), escapou do presídio Lemos Brito após ser colocado em uma ala com menor nível de segurança, contrariando inclusive decisões judiciais.
Ao Informe Baiano, agentes das forças de segurança que convivem no dia a dia da estrutura afirmam: “na SEAP tem a ala das pessoas sérias, tem a ala do BDM e tem a ala do CV”.
As denúncias apontam que parte da estrutura estaria contaminada por interesses de facções criminosas. Ao mesmo tempo, é reconhecido que a maioria dos servidores atua de forma correta e comprometida, apesar do ambiente de crise.
E onde está o governador Jerônimo Rodrigues (PT)? Até agora faz “cara de paisagem” e não apresenta medidas concretas para enfrentar o problema.
Enquanto isso, as fugas de “Dadá”, ligado ao CV, e de “Geleia”, do BDM, seguem sendo tratadas como episódios isolados, quando, na prática, fazem parte de um problema maior.
E quem paga a conta é a população, que convive diariamente com o avanço da violência: homicídios, roubos, tráfico de drogas e extorsões.
Fonte Informe Baiano


