Eunápolis entregue às baratas: paralisação de professores expõe impasse na educação municipal
A educação municipal de Eunápolis teve mais um dia de paralisação nesta segunda-feira (24). Professores da rede municipal cruzaram os braços para cobrar direitos e respostas da administração do prefeito Robério Oliveira, em uma mobilização que expõe o desgaste nas relações entre a categoria e o poder público. Enquanto os profissionais precisam paralisar as atividades para pressionar por soluções, a Prefeitura e a Secretaria Municipal de Educação continuam diante da cobrança por respostas concretas.
Entre as reivindicações da categoria estão o pagamento de titulações, progressões horizontais, licença-prêmio, além de questões relacionadas ao Piso Salarial Nacional do Magistério e à atualização da legislação municipal da carreira. A APLB já realizou outras mobilizações neste ano, incluindo uma paralisação de 48 horas em agosto. A repetição dos movimentos mostra que, apesar das reuniões e negociações, as demandas dos profissionais ainda não foram totalmente solucionadas.
A situação coloca novamente a gestão municipal no centro das cobranças. O prefeito Robério Oliveira e a Secretaria de Educação precisam explicar por que professores continuam precisando recorrer às paralisações para reivindicar direitos e quais medidas efetivas serão tomadas para resolver o impasse. Não basta reunir a categoria ou apresentar propostas: é preciso estabelecer prazos, cumprir compromissos e dar respostas claras aos trabalhadores da educação e à população.
E quem acaba sentindo os efeitos dessa disputa também são os estudantes. Com a paralisação de ontem, alunos ficaram sem aulas e tiveram a rotina escolar afetada. A responsabilidade pela solução, entretanto, não deve ser colocada sobre os professores, que estão mobilizados em defesa de suas reivindicações. Cabe à Prefeitura e à Secretaria de Educação avançarem nas negociações e resolverem as pendências. Eunápolis precisa de uma gestão capaz de garantir os direitos dos profissionais sem permitir que os alunos continuem pagando o preço de um problema que se arrasta.


