Uma pesquisa que relaciona transtornos emocionais com redes sociais reacende o debate sobre os limites no uso da internet. Dados de um estudo da Universidade Harvard divulgados esta semana revelam que reduzir o uso de redes sociais por sete dias resultou na redução em 16,1% menos sintomas de ansiedade, 24,8% de depressão e 14,5% de insônia.
Foram acompanhados por três semanas, 373 participantes, de 18 a 24 anos de idade, com um detox focado em cinco apps (Facebook, Instagram, Snapchat, TikTok e X). O pastor e psicanalista Edson de Oliveira Pinto, que é doutor em psicologia, diz que outros estudos anteriores a esse já comprovavam a gravidade da situação.
Ele cita uma metanálise publicada em uma revista de psicologia americana, envolvendo 71 pesquisas, com mais de 100.000 participantes em todo o mundo, onde chegou-se a conclusão que vídeos curtos, como os do TikTok, levam ao vício igual a uma droga.
“Esse vício é muito pior, pois as pessoas não se dão conta disso. Primeiro, elas aprendem a fugir da realidade. Elas não conseguem enfrentar mais um problema. Depois, passam a ter dificuldade em inibir estímulos ruins. E ainda, a pessoa não consegue acessar mais seu mundo interior. As meninas são mais impactadas porque elas são mais comparativas, aumentado assustadoramente a ansiedade em mulheres, especialmente em adolescentes”, explica.
O doutor ressalta que pessoas viciadas em redes sociais, geralmente, não percebem que estão dependentes da tecnologia, mas apresentam sintomas. “Normalmente, as pessoas não percebem que estão dependentes. Quem vai perceber é o companheiro, a companheira, o pai, a mãe. O seu humor é melhor com a tecnologia do que com as pessoas. A pessoa fica rindo com o telefone na mão, vendo vídeos, mas se você tira dela o aparelho, bate a tristeza. Ela não consegue mais rir, se relacionar, fica ansiosa querendo pegar de volta o telefone para poder acessar”, alerta.
Outro ponto grave é em relação ao uso do celular à noite, antes de dormir. Ele explica que o ritmo do sono é controlado pela glândula pineal. O excesso de luz artificial do smartphone enfraquece o seu funcionamento. “Quando você fica muito exposto a essa luz artificial, você interfere na glândula, então, a tendência é começar a ter complicações no sono e terá dificuldades para dormir”, justifica.
Fonte Comunhão


