*Justiça realiza reintegração de posse em favor de trabalhador rural após série de conflitos em associação*
Na manhã desta terça-feira, a Justiça, com apoio da Polícia Militar, cumpriu uma ordem de reintegração de posse em favor do trabalhador rural Guilherme, após uma série de denúncias envolvendo conflitos internos na Associação 3 de Julho.
Segundo relatos de associados, a entidade estaria sofrendo interferências consideradas ilegítimas por parte de dois advogados, que teriam sido rejeitados pela maioria dos membros devido ao histórico em outras entidades.
Após isso, eles teriam aliciado alguns associados, como Raimundo (“Caboclo”) e João Waguimaker (“João do Saco”), além de pessoas sem ligação com a associação, como um indivíduo identificado como Alexandre (“Galego”). De acordo com as denúncias, as ações teriam motivações políticas e financeiras.
Os trabalhadores afirmam que vêm sofrendo diversas violações de seus direitos associativos, incluindo impedimento de participação em reuniões e restrições de acesso à sede da associação. Além disso, há denúncias graves de violência e intimidação.
Entre os casos relatados, estão agressões físicas, ameaças, coação para assinatura de documentos e declarações de apoio, além de invasões de propriedades. Também foram mencionados episódios extremos, como tentativas de homicídio e destruição de moradias.
O caso do senhor Guilherme ganhou destaque após seu imóvel rural ter sido invadido e sua residência destruída. A decisão judicial que garantiu a reintegração de posse representa, segundo moradores, um passo importante na busca por justiça e segurança na região.
As autoridades competentes devem seguir investigando as denúncias para apurar responsabilidades e garantir a proteção dos direitos dos trabalhadores rurais envolvidos.


