“Maridos, amem suas esposas”: a chave do casamento feliz

Não importa em que fase de vida um casal esteja (se vivendo a plenitude do amor ou tentando resgatar os cacos da relação) toda união

Não importa em que fase de vida um casal esteja (se vivendo a plenitude do amor ou tentando resgatar os cacos da relação) toda união pode ser fortalecida. É o que garante o pastor Greg Laurie, evangelista e fundador das igrejas Harvest, nos Estados Unidos.

Ao se debruçar sobre os escritos do apóstolo Paulo em Efésios, Greg extrai uma orientação bíblica direta e profunda para os homens: “Maridos, amem suas esposas” (Efésios 5:25). Segundo ele, essas quatro palavras são um convite à transformação, não só do casamento, mas do coração.

A cultura contemporânea alimenta expectativas românticas, idealizações estéticas e trocas imediatistas, mas a proposta do amor bíblico segue uma direção oposta.

O amor, segundo a Bíblia, exige constância, sacrifício e escolha. E, segundo Greg Laurie, “o tipo de amor que Deus exige é a forma mais elevada de todas. É a palavra grega ágape, que essencialmente significa: ‘Eu te amarei independentemente’”.

Não se trata de um amor movido pela atração física ou por conveniência emocional. “Eu te amo, não importa sua aparência. Eu te amo, não importa como me trate. Eu escolho te amar, e com a ajuda de Deus, eu te amarei”, afirma o pastor. O amor ágape não depende do merecimento do outro, ele se sustenta na decisão de amar, mesmo quando isso exige renúncia.

Boa parte dos problemas conjugais se revela em atitudes centradas em si. Greg Laurie aponta com objetividade que “se você tivesse que resumir os problemas da maioria dos casamentos, eu os identificaria em uma palavra: egoísmo.

E se você quiser saber a solução para a maioria dos casamentos que estão com problemas, eu colocaria outra palavra no lugar: altruísmo”. É nessa inversão de lógica, do “eu primeiro” para o “nós antes”, que os vínculos se reconstroem.

Amar como Cristo

O padrão de amor proposto em Efésios 5:25 não é qualquer um. Paulo especifica que “assim como Cristo amou a igreja”. Trata-se de um amor que se entrega. Que se coloca a serviço e que morre para si mesmo. “Foi o maior exemplo de amor do universo”, afirma Laurie, ao relembrar que Jesus lavou os pés dos discípulos, inclusive os de Judas, pouco antes da traição, e foi à cruz em um gesto supremo de entrega.

“Não é uma tarefa fácil. E certamente não é algo que eu possa realizar com minhas próprias forças”, por isso, ele reforça a necessidade de apoio divino. “Você precisa se apoiar na força e na sabedoria do Espírito Santo dentro de você”, reconhece o pastor.

O cotidiano precisa de amor prático

Pequenos gestos podem ter efeitos profundos em momentos de tensão. Laurie cita a fala do falecido Cliff Barrows, líder de louvor nas cruzadas de Billy Graham que certa vez disse: “Acho que há expressões que deveríamos estar dispostos a dizer todos os dias: ‘Sinto muito. Por favor, me perdoe. Eu te amo’”. E completa: “A culpa foi minha”.

Pode parecer simples, mas essas palavras são capazes de desarmar o orgulho e abrir espaço para reconciliação. Para Greg Laurie, mais do que frases decoradas, trata-se de uma postura que reconhece o outro, que ouve, que cede.

Escolha persistente

Para casais em crise silenciosa ou já à beira da ruptura, Laurie oferece um lembrete de que a reconstrução do relacionamento é possível. “Deus não só pode construir um casamento duradouro do zero, como também pode restaurar casamentos. Portanto, não desistam! Há esperança para relacionamentos machucados e danificados”, declara.

A mensagem do evangelista é a de que não há relacionamento impossível de ser restaurado quando ambos os cônjuges se dispõem a amar como Cristo amou. E, para aqueles que ainda não se casaram, ele aconselha que há uma base que precisa ser construída desde o noivado, que é a escolha diária de viver o evangelho dentro de casa.

E essas quatro palavras “Maridos, amem suas esposas” são mais do que uma instrução bíblica. Elas revelam o alicerce de um relacionamento duradouro, com amor sacrificial, comprometido e perseverante. Segundo o pastor, os casamentos se esvaziam por falta de entrega e excesso de vaidade, então, voltar-se ao padrão de Cristo é mais do que necessário.

 

 

Essa matéria é uma republicação da Revista Comunhão.

 

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