A dívida pública apresentou elevação no fechamento de 2025, alcançando o montante de R$ 8,635 trilhões em dezembro. De acordo com o balanço do Tesouro Nacional apresentado nesta quarta-feira (28 de janeiro de 2026), o índice revela uma progressão nominal de 1,82% comparado ao mês de novembro, quando o saldo era de R$ 8,48 trilhões. Ao analisar o desempenho anual, o estoque avançou 18,03%, o que representa um acréscimo de R$ 1,32 trilhão no período de doze meses.
A autoridade fiscal atribui a variação mensal sobretudo a dois fatores: o excedente de emissões de títulos sobre os resgates, que totalizou R$ 59,9 bilhões, e o impacto da apropriação de juros, responsável por elevar o estoque em R$ 94,8 bilhões.
No que se refere à distribuição do débito, a predominância permanece no cenário interno. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) encerrou o exercício em R$ 8,31 trilhões, detendo 96,22% do volume global. Em contrapartida, os compromissos externos (DPFe) registraram R$ 326 bilhões, representando uma fatia de 3,78%.
Individualmente, o estoque doméstico subiu 1,76% no último mês do ano, reflexo de R$ 60,8 bilhões em emissões líquidas somados a R$ 82,8 bilhões em juros incorporados. Já o passivo externo teve um salto de 3,53%, movimento condicionado majoritariamente pelas oscilações na taxa de câmbio.


