Operação Parasita, deflagrada pelo MP-BA em Eunápolis, investiga suposto esquema de desvios na saúde e mobiliza apurações sobre Hospital Regional.
A Operação Parasita, deflagrada no dia 2 de julho de 2026 pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do Gaeco Sul, em Eunápolis, colocou sob investigação um suposto esquema de irregularidades envolvendo a gestão de recursos públicos da saúde no Hospital Regional do município (HGE). A ação apura suspeitas de fraudes em contratos e possíveis desvios de verbas que deveriam ser destinadas ao atendimento da população.
Durante o cumprimento dos mandados, foram realizadas buscas e apreensões em diferentes endereços ligados aos investigados, com recolhimento de celulares, computadores, tablets e documentos. Todo o material apreendido será analisado para aprofundar as investigações e identificar possíveis novos envolvidos. Também foi registrada uma prisão em flagrante por porte ilegal de arma durante a operação.
Nos bastidores do caso, circulam informações ainda não confirmadas oficialmente de que dois médicos teriam deixado o município após o avanço das investigações, além de relatos sobre uma possível prisão no estado do Rio de Janeiro envolvendo um dos investigados. Também há menções, em apurações preliminares e comentários locais, sobre um possível pedido de prisão preventiva contra um dos diretores ligados à gestão hospitalar. Até o momento, porém, nenhuma dessas informações foi confirmada pelo Ministério Público ou pela Justiça, permanecendo sob apuração.
Com o avanço das investigações, a Operação Parasita pode se tornar um dos casos mais relevantes já apurados envolvendo a área da saúde na região, justamente pelo impacto e pela gravidade das suspeitas em análise. O MP-BA segue aprofundando o material recolhido, e novas etapas da investigação não estão descartadas.


