Perseguição política e abuso de poder: família denuncia retirada arbitrária de ponto de trabalho em Eunápolis
Moradores de Eunápolis denunciaram um episódio grave que expõe indícios de perseguição política, abuso de autoridade e desrespeito à dignidade de trabalhadores que não se alinham aos interesses do atual grupo gestor do município.
Segundo o relato, fiscais identificados como Fonseca e Vaio teriam chegado ao local de trabalho da família de forma truculenta e desrespeitosa, dirigindo-se com ignorância à esposa do comerciante, em uma abordagem considerada humilhante.
A denúncia aponta ainda um tratamento desigual: enquanto diversos trailers permanecem instalados às margens da pista, apenas o ponto da família foi alvo da ação, levantando fortes suspeitas de perseguição seletiva.
O comerciante afirma que toda a documentação está rigorosamente em dia, incluindo:
Alvará de funcionamento pago até 2025
Vigilância Sanitária regular
Tributos municipais, IPTU e demais taxas quitadas
Mesmo assim, o trailer foi retirado, comprometendo diretamente a renda diária da família, que depende do ponto para sobreviver de forma honesta e digna.
“Tiraram o pão de cada dia da boca das minhas filhas. Isso não é falta de documento, isso é falta de coração”, desabafa o pai de família.
Ainda de acordo com o relato, o próprio Fonseca teria afirmado, “de boca cheia”, que a ordem para retirar o trailer partiu de Roberto e Claudio, figuras ligadas à gestão municipal.
A família nega qualquer interesse em nomeações, cargos ou favores, afirmando que deseja apenas o direito de trabalhar.
A denúncia também aponta um clima de intimidação política na cidade, onde cidadãos que não apoiam “os desmandos do gestor e de sua esposa” estariam sendo silenciados ou pressionados, criando um ambiente de medo e insegurança para trabalhadores informais e pequenos comerciantes.
“Depois querem saber por que o povo se revolta. Como querem apoio popular se perseguem quem só quer trabalhar?”, questiona o denunciante.
O caso reacende o debate sobre uso da máquina pública para retaliação política, prática que fere princípios constitucionais como a legalidade, a impessoalidade e a dignidade da pessoa humana.
A família cobra providências dos órgãos de fiscalização, do Ministério Público e da Câmara de Vereadores para que os fatos sejam apurados com transparência.


