Professores de Eunápolis anunciam paralisação de 72 horas e cobram valorização da categoria

Professores de Eunápolis anunciam paralisação de 72 horas e cobram valorização da categoria A educação pública municipal de Eunápolis deve enfrentar três dias de mobilização

Professores de Eunápolis anunciam paralisação de 72 horas e cobram valorização da categoria

A educação pública municipal de Eunápolis deve enfrentar três dias de mobilização diante da insatisfação dos trabalhadores com as condições de valorização da categoria. O sindicato convocou uma paralisação de 72 horas para os dias 1º, 2 e 3 de setembro de 2026, com atos previstos em frente à Secretaria Municipal de Educação, à Prefeitura e à Câmara de Vereadores. A mobilização expõe uma cobrança direta ao poder público por respostas às reivindicações apresentadas pelos profissionais.

Entre as principais pautas estão a titulação, as progressões horizontais e a licença-prêmio, direitos que, segundo a entidade sindical, precisam ser respeitados e efetivados. A categoria também questiona o valor pago aos profissionais do magistério no município. Conforme informado no card de convocação, o piso estabelecido em lei é de R$ 5.130,00, enquanto o valor pago em Eunápolis seria de R$ 4.544,40, uma diferença de R$ 585,60.

A situação levanta um questionamento que não pode ser ignorado: se a valorização dos profissionais é fundamental para garantir uma educação de qualidade, por que os trabalhadores ainda precisam paralisar suas atividades para cobrar direitos e discutir remuneração? A mobilização coloca a Prefeitura e a Secretaria Municipal de Educação sob pressão para apresentar esclarecimentos e, principalmente, soluções concretas para as reivindicações da categoria.

A programação prevê concentração às 7h30 nos três dias: no dia 1º, na Secretaria de Educação; no dia 2, em frente à Prefeitura; e no dia 3, na Câmara Municipal de Vereadores. A paralisação promete ampliar o debate sobre a situação da educação em Eunápolis e cobrar dos responsáveis uma resposta efetiva. Para os trabalhadores, o recado está dado: sem investimento, respeito e valorização profissional, não há como falar em educação de qualidade.

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