Prefeito de Itamari decreta calamidade financeira após gastos milionários com festa em São Pedro

Prefeito de Itamari decreta calamidade financeira após gastos milionários com festa de São Pedro O prefeito de Itamari, Everton Vasconcelos, assinou nesta segunda-feira, (27), um

Prefeito de Itamari decreta calamidade financeira após gastos milionários com festa de São Pedro

O prefeito de Itamari, Everton Vasconcelos, assinou nesta segunda-feira, (27), um decreto de calamidade financeira no município, com validade inicial de dois meses.

A decisão, segundo o gestor, decorre de “reiterados bloqueios judiciais” e de dificuldades orçamentárias que teriam comprometido a capacidade da prefeitura de honrar compromissos básicos.

No documento, Everton alega que o município enfrenta execuções judiciais que ultrapassam R$ 1,7 milhão, além de parcelamentos de acordos judiciais que somam cerca de R$ 1,4 milhão.

Ainda conforme o decreto, esses fatores estariam inviabilizando o pagamento regular de servidores e fornecedores, o que levou a gestão a reconhecer oficialmente a situação de calamidade nas finanças municipais.

O texto também destaca a “impossibilidade temporária de honrar compromissos financeiros assumidos pelo Município”, incluindo a folha salarial dos servidores.

Fontes internas relataram que contratados já foram avisados sobre a possibilidade de demissões nos próximos dias, como parte das medidas de contenção de despesas.

A decisão, porém, gerou críticas na cidade e nas redes sociais, uma vez que há pouco mais de três meses a mesma administração realizou uma festa de São Pedro orçada em quase R$ 2 milhões.

Entre as atrações, esteve o cantor Igor Kannário, cujo show custou R$ 300 mil aos cofres públicos, de acordo com informações publicadas no Diário Oficial.

Moradores e opositores classificaram o decreto como “contraditório”, diante dos gastos recentes com eventos festivos.

Já aliados do prefeito defendem que a crise financeira é fruto de bloqueios judiciais inesperados e de dívidas herdadas de gestões anteriores.

Com o decreto em vigor, o governo municipal poderá adotar medidas excepcionais de controle orçamentário, como suspensão de contratos, contenção de despesas e revisão de gastos públicos.

A expectativa é que, até o fim do período decretado, a prefeitura apresente um plano de reequilíbrio financeiro.

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