QUANDO ATÉ A MISSA PRECISA PARAR: VIOLÊNCIA EXPÕE MEDO QUE TOMOU CONTA DA BAHIA

QUANDO ATÉ A MISSA PRECISA PARAR: VIOLÊNCIA EXPÕE MEDO QUE TOMOU CONTA DA BAHIA O som de tiros interrompeu uma missa na noite de sábado

QUANDO ATÉ A MISSA PRECISA PARAR: VIOLÊNCIA EXPÕE MEDO QUE TOMOU CONTA DA BAHIA

O som de tiros interrompeu uma missa na noite de sábado (15), em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. A celebração acontecia na Paróquia Santo Agostinho, no bairro de Areia Branca, quando uma sequência de disparos foi ouvida do lado de fora da igreja.

O momento foi registrado durante a transmissão da celebração pelas redes sociais. Diante dos tiros, o padre Karol Wojtyla interrompeu a missa e pediu que os fiéis permanecessem juntos e mantivessem a calma. “Não tenha medo”, disse o sacerdote, enquanto conduzia a comunidade em oração. Segundo informações divulgadas sobre o caso, os disparos teriam ocorrido durante um confronto entre grupos rivais.

O episódio expõe o cenário de insegurança que continua assustando os baianos. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 aponta que cinco das dez cidades mais violentas do Brasil estão na Bahia. No Extremo Sul, o alerta é ainda maior: Eunápolis aparece na segunda posição nacional, enquanto Porto Seguro ocupa o quarto lugar. Também estão entre as dez cidades mais violentas do país Simões Filho, Jequié e Juazeiro. O levantamento considera os registros de Mortes Violentas Intencionais de 2025.

O medo da violência também faz parte da rotina da população. Pesquisa Datafolha em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que 82,3% dos brasileiros têm medo de sofrer roubo à mão armada. Em um estado que concentra cinco dos dez municípios mais violentos do país, episódios como o de Lauro de Freitas reforçam a sensação de insegurança de quem precisa trabalhar, estudar, circular pelas ruas ou simplesmente participar de uma celebração religiosa.

No Extremo Sul, a preocupação ainda envolve o desaparecimento de três adolescentes que seguem sem ser localizadas. Larissa Ribeiro Ferreira, de 15 anos, Érica Rodrigues dos Santos, de 15, e Maria Eduarda Santos Flores, de 17, desapareceram entre os dias 2 e 3 de agosto, em Eunápolis e Porto Seguro. As buscas e investigações continuam, enquanto familiares aguardam respostas. Entre tiroteios, mortes, desaparecimentos e cidades da região figurando entre as mais violentas do Brasil, cresce a preocupação de uma população que quer apenas ter o direito de sair de casa e voltar em segurança.

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