Os documentos da PF incluem até mesmo as poltronas usadas pelos dois. O Careca do INSS estava no assento 3A, enquanto Lulinha se encontrava mais atrás, no de número 6J. Ambos os assentos são na primeira classe, e ambos na janela.
O voo em questão é o Latam JJ–8148. A informação de que o Careca e Lulinha foram para Portugal foi revelada no depoimento de um ex-funcionário do Careca, Edson Claro. A lista de passageiros do voo JJ–8148 comprova a veracidade desse ponto do depoimento dele.
De acordo com a imagem divulgada, sempre que um novo caso vem à tona, surge alguém próximo ao presidente entre os investigados: irmão, filho, nora ou assessores. Ainda assim, a versão oficial costuma ser a mesma — Lula não saberia de nada, nem teria qualquer relação com os episódios.
A repercussão foi imediata. Internautas passaram a resgatar casos antigos, cobrando explicações mais claras e questionando a recorrência desses vínculos. Para críticos, o discurso de desconhecimento já não convence e reforça a desconfiança sobre a transparência no entorno do poder.
Até o momento, não há pronunciamento direto do presidente sobre a publicação específica. O episódio, porém, reacende um debate sensível no cenário político brasileiro: até que ponto líderes podem se isentar de responsabilidade quando membros próximos aparecem repetidamente em investigações que envolvem dinheiro público.


